Um ex-funcionário e recentemente prestador de serviços da CIA (agência de inteligência dos EUA) foi preso na última sexta-feira (23/10) sob a acusação de ter passado informações secretas para a namorada jornalista, que mantém um canal na plataforma Substack. Segundo os promotores, Ian Brinksman, de 42 anos, aproveitou-se de seu acesso a informações de inteligência sensíveis dos EUA para obter relatórios que não faziam parte das suas atribuições — incluindo dados sigilosos sobre Israel — com o objetivo de repassá-los à sua parceira, Aida Chávez, ajudando, assim, a impulsionar a carreira dela.
Num e-mail de 20 de novembro de 202, Ian disse a um amigo que estava ansioso a fim de alavancar a carreira da namorada, antes mesmo de obter acesso aos relatórios sigilosos. "Então, continuo mantendo um perfil discreto, tentando entender quais serão os próximos passos (assim que a poeira baixar).
A moça com quem estou saindo é jornalista e, recentemente, passou a trabalhar de forma independente. Por isso, tenho ajudado ela a dar o pontapé inicial no projeto.
O foco dela é política externa. Tenho sentido uma satisfação e um enriquecimento surpreendente ao trabalhar nisso", escreveu ele.
A namorada de Ian não foi identificada no processo, mas o "NY Post" a identificou como Aida, que mora em Washington (DC). Segundo o jornal, o conteúdo das informações de inteligência e as datas coincidem com pelo menos cinco relatórios publicados na conta no Substack da jornalista.
Os promotores do caso alegam que Ian possuía uma credencial de segurança de nível "ultrassecreto" enquanto trabalhava para uma agência do governo dos EUA, primeiro como funcionário direto e, posteriormente, como desenvolvedor de sistemas contratado por uma empresa privada que prestava serviços à mesma agência.
No momento de sua prisão, Ian trabalhava para uma empresa prestadora de serviços da CIA, informou o Departamento de Justiça. Aida Chávez
Reprodução/X Aida, que não foi acusada de nenhum crime, ainda não se manifestou sobre o caso envolvendo Ian.
Os seus perfis em redes sociais foram transformados em privados.
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