Preso por feminicídio de ex-candidata a miss Bahia mexeu na cena do crime: 'tentativa de despistar a perícia', afirma delegado
Um homem de classe média alta, extremamente ciumento e controlador. Assim é descrito pela polícia o estudante de medicina e morador do Mato Grosso Tarso Lincoln Ferreira da Cunha, de 32 anos, preso em flagrante por feminicídio nesta quarta-feira. Ele é apontado pelo delegado Renato Martins, da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), como o responsável pela morte da modelo, psicóloga e influencer baiana Ana Luiza Mateus Souza, de 29. Ex- candidata a miss Bahia, ela foi encontrada morta hoje no pátio de um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste, após ter sido supostamente empurrada da janela do 13º andar de um apartamento.
Entenda: Turista quebra o pé no topo da Pedra do Telégrafo e é resgatado por bombeiros de helicóptero
Caso Henry: Advogados vão pedir autorização para que gato adotado por Monique Medeiros possa acompanhá-la na cadeia após retorno à prisão
Segundo o delegado, Ana Luiza e Tarso começaram um relacionamento há três meses e estavam no Rio desde o dia 17 de abril. O apartamento da Barra — onde os dois moravam desde sexta-feira passada — era alugado por temporada. Tarso, como conta o delegado, não confessou o crime formalmente (em depoimento), mas disse aos agentes ser culpado pelo o que aconteceu.
Tarso deverá ser submetido a uma audiência de custódia nos próximos dias. Na ocasião, um juiz vai confirmar ou não a validade da prisão em flagrante. Já o corpo da modelo foi levado para o Instituto Médico-Legal, no Centro do Rio.
Brigas antes do crime
A polícia afirma que o casal discutiu duas vezes antes da morte de Ana Luiza, por volta das 5h30 desta quarta. Na primeira, o suspeito chegou a sair do apartamento e socou uma porta do condomínio, retornando pouco depois de trocar mensagens com a vítima. Em seguida, teria ocorrido uma nova briga. Alarmados com o barulho provocado pela discussão, vizinhos chamaram funcionários da portaria — mas eles só chegaram depois da queda da modelo.
Segundo o delegado Renato Martins, Tarso foi até o local onde a vítima morreu e mexeu no corpo, alterando a cena do crime.
— Quando a gente chegou na cena do crime, ele (Tarso) estava chorando e ensanguentado ao lado da vítima. Ele foi até o cenário do crime e mexeu na posição do corpo. Mexeu em diversas situações. Para nós, tudo isso foi feito para tentar despistar a perícia. Temos outros elementos e condições técnicas que demonstram que a vítima foi impulsionada para a queda — disse o delegado.
Retorno para a Bahia
Ana Luiza é de Teixeira de Freitas, no sul baiano. O delegado narra que, devido às brigas constantes, ela planejava retornar para a cidade natal. Uma passagem de ônibus no nome dela, inclusive, foi encontrada pelos agentes: a viagem seria às 3h25 desta quarta.
— Ele (Tarso) relatou que tinha ciúmes da vítima. Disse que ela era muito assediada e que ele não conseguia superar isso. Essa insegurança que ele tinha fazia que ele tentasse restringir a vítima, que tentasse controlá-la. Ele não gostava, inclusive, que a vítima saísse sozinha. Isso tudo acabou levando a está tragédia — disse o delegado.
Initial plugin text
Initial plugin text
