Elias José Gonçalves, de 33 anos (foto em destaque), apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho (CV) em Ceilândia (DF) foi preso nesta sexta-feira (6/11) por policiais militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam). Com três passagens por homicídio, o suspeito ostentava a ligação com a facção nas redes sociais e uma “boneca do crime”.
Nas redes sociais, Elias ironizava a própria ligação com o crime. Em uma publicação, escreveu: “Uns queriam que eu estivesse preso ou morto, mas estpi aí comemorando mais um ano de vida”.
Em outra postagem, ao exibir uma boneca associada ao mundo do crime, debochou: “Foto de milhões, até a boneca portou a 40”. Elias Gonçalves tem extensa ficha criminal, com três passagens por tráfico de drogas, três por homicídio, além de registros por porte ilegal de arma de fogo, receptação e roubo.
De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Elias estava foragido da Justiça e tinha um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas. Durante a ação, os policiais também apreenderam uma pistola calibre 9 mm com a numeração raspada.
Na revista pessoal, os militares encontraram três porções de maconha com um dos ocupantes. Na busca pelo veículo, os policiais localizaram uma pistola Taurus TH9C, calibre 9 mm, escondida atrás do banco do passageiro. A arma estava carregada com 17 munições e tinha a numeração raspada.
Segundo a PMDF, o suspeito assumiu a propriedade do armamento. Elias foi preso em cumprimento ao mandado judicial.
Os cinco ocupantes do veículo, o automóvel, a pistola, as munições e as porções de maconha foram encaminhados à 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro), onde foram adotadas as providências cabíveis. Em setembro deste ano, o grupo apontado como liderado por Elias foi alvo da Operação Cerco Total, conduzida pela 24ª Delegacia de Polícia (Setor O).
A ação teve como objetivo combater o tráfico de drogas e a associação para o tráfico na região da QNR 5, em Ceilândia. Com autorização judicial, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) monitorava as atividades suspeitas na região havia vários meses.
As diligências permitiram identificar os investigados e reunir elementos que, segundo a investigação, indicariam a prática de crimes. Durante a operação, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão.
Os policiais apreenderam porções de drogas, materiais utilizados no tráfico e dinheiro em espécie, que, conforme a investigação, seria proveniente da atividade criminosa.
Metropoles