Presidente do TCU diz que eventual reversão da liquidação do Banco Master cabe ao STF
O presidente do TCU, Vital do Rêgo, afirmou que uma eventual reversão da liquidação do Banco Master não cabe à corte de contas, mas, sim, ao Supremo Tribunal Federal onde há um processo aberto em relação ao caso e que o que o TCU pode oferecer são informações referente à legalidade. A declaração foi dada em entrevista à Reuters. Ele também disse que não há elementos para afirmar se a liquidação do Master, que foi decretada em novembro pelo BC, foi ou não precipitada, porque vai depender da análise das informações de técnicos do TCU e de uma inspeção dos documentos do Banco Central. Do lado do governo, há uma preocupação com a operação de desgaste contra o Banco Central. Mesmo de férias, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem acompanhado as repercussões e inclusive falado com o presidente do BC, Gabriel Galípolo.
Em meio à ofensiva do TCU e do STF contra o processo de liquidação do Master, um levantamento feito pela Federação Brasileira dos Bancos mostrou um aumento atípico de menções ao Banco Central e ao Master, no fim do ano passado, com pico no dia 27 de dezembro, somando mais de QUATRO mil e 500 posts, o que pode indicar um ataque coordenado. Um levantamento feito pela Folha de São Paulo mostra que ao menos 46 perfis fizeram ataques simultâneos ao BC nos últimos dias. A reportagem CBN conseguiu identificar ao menos 15 perfis que acumulam mais de 50 milhões de seguidores e que atacaram, principalmente, o ex-diretor do Banco Central, Renato Gomes. Foi a área dele que recomendou ao Banco Central vetar a compra do Master pelo BRB.
Enquanto isso, o TCU pode descartar a inspeção no BC. Na segunda-feira, Vital do Rêgo formalizou a autorização para a realização de uma inspeção no Banco Central para apurar os procedimentos que levaram à liquidação extrajudicial do Banco Master. A medida foi determinada pelo relator do caso, ministro Jhonathan de Jesus, que ordenou à área técnica da Corte a realização da inspeção com máxima urgência. A liquidação foi decretada depois da prisão do CEO do Master, Daniel Vorcaro. Ele é investigado por fraude financeira e pela suposta venda de títulos de crédito falsos.
