Presidente do PT diz que campanha de Lula procura outros partidos e terá apoio de lideranças regionais

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Fonte da notícia: Valor Valor

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está procurando partidos derrotados ou ausentes do primeiro turno para tentar compor uma frente maior para a segunda etapa, de olho em uma virada contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O presidente do PT e coordenador da candidatura, Edinho Silva, já conversou nesta terça-feira (6) com líderes de outras legendas grandes do centrão e conseguiu sinal verde para alianças regionais.

Até então, nenhum partido indicou aderência nacional, mas o petista diz que as conversas seguem. "O [presidente nacional do PSD, Gilberto] Kassab disse a mim que o PSD ficará na neutralidade, mas nós temos toda a liberdade de procurar as lideranças para dialogar, e é isso que vamos fazer", afirmou, à imprensa. Leia mais

O partido de Kassab já esteve ao lado de Lula em pelo menos cinco Estados, como Bahia e Amazonas, mesmo com a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência. Agora, eles buscam avançar em frentes vitoriosas, como em Pernambuco, com a governadora reeleita Raquel Lyra, e no Maranhão, com o governador eleito Eduardo Braide, ex-prefeito de São Luís.

Ele também falou com o deputado Marcos Pereira, presidente Nacional do Republicanos. Lideranças já indicaram que o partido, que ficou neutro na primeira etapa, deverá apoiar Flávio, mas o PT ainda credita cooptar algumas de suas lideranças, como o presidente da Câmara, Hugo Motta, reeleito na Paraíba.

Até em partidos que já formalizaram apoio ao bolsonarista, Edinho diz que a campanha lulista tem entrada. "Mesmo com o Progressistas [PP] declarando apoio ao Flávio, a tendência é que algumas lideranças fiquem com o presidente Lula. Ontem, o governador eleito Lucas [Ribeiro], da Paraíba, esteve no encontro", argumentou Edinho.

Sobre ex-presidenciáveis, ele não aprofundou. Nesta tarde, Caiado fez um ato com Flávio, caminho já seguido por Romeu Zema (Novo) ontem. Segundo Edinho, a campanha está "fazendo contato" com Augusto Cury (Avante), "de forma respeitosa". "Nós vamos dialogar com muitas lideranças políticas, independentemente da situação partidária", concluiu.

O coordenador reforçou ainda que o segundo turno terá clima de embate. "No primeiro turno, esse tipo de confronto você não consegue fazer porque são vários candidatos. No segundo, não: são dois. Portanto, são dois projetos distintos de país, e esse confronto tem de acontecer para que o povo possa fazer uma escolha", argumentou o presidente petista.

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