A França pode aprovar seu orçamento de 2027 mesmo sem uma votação no Parlamento, e é provável que os mercados financeiros estejam reagindo de forma exagerada à situação política do país, à medida que se aproxima a eleição presidencial do próximo ano, afirmou nesta segunda-feira o presidente do Banco da França e integrante do conselho do Banco Central Europeu (BCE), Emmanuel Moulin.
Os legisladores franceses estão debatendo o orçamento do governo para 2027. Contudo, a falta de maioria parlamentar pode obrigar o governo a recorrer a mecanismos constitucionais para aprovar a legislação sem passar por uma votação.
“É altamente provável que tenhamos um orçamento. Portanto, os mercados podem estar reagindo de forma exagerada à situação política na França”, disse Moulin durante uma conferência em Barcelona, organizada pelo jornal El País.
“Além disso, é fundamental que todos os candidatos à eleição presidencial demonstrem claramente seu compromisso com a redução do déficit, o que é essencial para diminuir a dívida da França”, acrescentou.
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