Prefeitura de SP avalia intervenção em empresa A2, alvo de operação da polícia por suposta ligação com PCC

Prefeitura de SP avalia intervenção em empresa A2, alvo de operação da polícia por suposta ligação com PCC - Foto
Fonte da notícia: Valor Valor

A Prefeitura de São Paulo estuda uma possível intervenção na empresa A2, um dos alvos da operação Vectura Corrupta, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo nesta quinta-feira (17) para apurar suposta infiltração do PCC no sistema de transporte público. O diretor da empresa A2, Julio Salvador Filho, teve prisão temporária decretada, assim como o ex-vereador Milton Leite (União) e outros 11 investigados. Em nota divulgada à imprensa, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que determinou, nesta manhã, a criação de um grupo para avaliar a possibilidade de intervenção, como já foi feito há dois anos com outras duas empresas, a Transwolff e UPBus. O grupo será formado por representantes da Procuradoria-Geral do Município (PGM), da Controladoria-Geral do Município (CGM), da SPTrans e da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT).

"A Prefeitura fará um levantamento rigoroso de contratos, documentos e eventuais vínculos da empresa com o sistema municipal de transporte, adotando imediatamente todas as medidas administrativas e judiciais que forem necessárias para proteger o interesse público e assegurar a continuidade dos serviços à população", afirmou, em nota, acrescentando que "não compactua com qualquer irregularidade e continuará colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pelas investigações".

Em abril de 2024, a Prefeitura já havia determinado a intervenção na Transwolff e na UPBus - esta última de forma voluntária, porque não teria havido solicitação da Justiça, segundo o Executivo municipal paulista. "Desde o início das investigações, a Prefeitura agiu com rigor, inclusive encerrando contrato a fim de preservar o interesse público e garantir que a população não fosse prejudicada", disse.

Ainda de acordo com a nota, foi aberto um processo de investigação na CGM contra essas duas empresas. A prefeitura disse também que vem atuando em conjunto com o Ministério Público e a Polícia Civil no curso das investigações. "A operação realizada nesta quinta-feira (17) reforça a gravidade dos fatos que motivaram as providências adotadas pela Prefeitura. A administração colabora integralmente com o Ministério Público, fornecendo todos os documentos e esclarecimentos necessários", completou.

A empresa A2 foi procurada, mas não deu retorno até o momento.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site Valor