Peixe-leãoConexão Planeta Para conter a proliferação do peixe-leão, uma espécie marinha exótica e invasora, a Prefeitura de Porto Seguro, na Bahia, estabeleceu uma medida direta de combate. Como incentivo para mobilizar a comunidade pesqueira local, o poder público municipal passou a conceder uma compensação de R$ 10 por cada espécime recolhido do mar. A ação, coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal em parceria com a Colônia de Pescadores, gerou resultados expressivos em curto tempo, em cerca de um mês de execução, foram retirados das águas locais aproximadamente 500 exemplares do predador.Os animais capturados são posteriormente encaminhados à Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), onde pesquisadores realizam análises científicas sobre sua dieta, genoma, origem e padrões comportamentais.A disseminação dessa espécie gera profunda apreensão ecológica porque o peixe-leão, nativo do Indo-Pacífico, não possui predadores naturais no oceano Atlântico e apresenta altíssima capacidade reprodutiva, com fêmeas adultas aptas a desovar mais de 2 milhões de ovos anualmente em intervalos de três a quatro dias. Trata-se de um carnívoro voraz que se alimenta de peixes, moluscos e crustáceos, conseguindo expandir o próprio estômago em até 30 vezes para engolir presas grandes.No cenário nacional, a presença do predador foi documentada inicialmente em 2014 no município de Arraial do Cabo (RJ), avançando a partir de 2020 para o estado do Amapá e o arquipélago de Fernando de Noronha (PE).Investigações científicas já identificaram o organismo em 18 unidades de conservação marinhas ao longo de 4 mil quilômetros de litoral, sendo que em Porto Seguro o primeiro registro ocorreu em junho de 2026, no Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fora.
Porto Seguro paga R$ 10 por pesca de peixe-leão invasor
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