Porta-voz da presidência argentina tenta minimizar ataques de Milei a Lula: 'diferenças ideológicas'

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Fonte da notícia: CBN CBN

O porta-voz da presidência argentina, Adrian Ravier, tentou minimizar os ataques do presidente Javier Milei a Lula nesta terça-feira (28) em uma coletiva de imprensa. Ele afirmou que 'sempre houve insultos de ambos os lados' e que são 'diferenças ideológicas'. Milei foi até a oficialização da candidatura de Flávio Bolsonaro no PL em São Paulo. Ele chamou o presidente brasileiro de 'ladrão', 'lixo socialista' e 'presidiário'. 'É evidente que sempre houve insultos de ambos os lados, são diferenças ideológicas, são diferenças políticas, mas pelo menos a Argentina nunca levou essas diferenças para o nível diplomático', declarou o porta-voz. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou a crise diplomática com a Argentina ao chegar ao Palácio do Itamaraty nesta segunda-feira (27), após almoço oferecido ao presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, no Palácio da Alvorada. Questionado por jornalistas sobre as declarações do presidente argentino, Javier Milei, Lula respondeu: "Quem é esse cara?" Nesta segunda, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, para uma primeira avaliação da crise diplomática provocada pelas declarações de Milei durante o evento de lançamento da candidatura de Flávio à presidência, em São Paulo. A reunião durou cerca de 40 minutos e uma nova conversa deve ocorrer até quarta-feira (29), após o retorno de Mauro Vieira de Lima, no Peru, onde ele vai representar o presidente Lula na posse da presidente Keiko Fujimori. No domingo (26), o Itamaraty convocou o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, para transmitir a repulsa do governo brasileiro e cobrar explicações pelas declarações de Milei ao presidente Lula, ao Supremo Tribunal Federal e às instituições brasileiras. Segundo fontes da diplomacia, Mauro Vieira decidiu conduzir pessoalmente a conversa com o diplomata argentino, com quem mantém relação de mais de três décadas, apesar de a interlocução normalmente ocorrer em outro nível da hierarquia diplomática. Advogados denunciam Milei por uso de dinheiro público para ir a convenção da candidatura de Flávio Bolsonaro Javier Milei, presidente da Argentina Roberto Sungi/AtoPress/Agência O Globo Dois advogados argentinos fizeram uma denúncia criminal contra o presidente do país, Javier Milei, por supostamente ter usado dinheiro público para ir até o Brasil participar do ato que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro como presidente pelo PL, em São Paulo. Segundo José Lucas Magioncalda e Juan Martín Fazio, Milei teria cometido os crimes de descumprimento de dever como funcionário público e mal uso dos recursos. Ele teria utilizado o avião presidencial, assim como verbas do Estado e uma comitiva de funcionários do governo, para um evento partidário, sem ser uma agenda oficial. Além disso, os dois, na denúncia, afirmam que as declarações de Milei contra Lula, chamando de 'ladrão' e 'presidiário', e ao ministro Alexandre de Moraes, chamando de 'lixo careca', desviam a finalidade da viagem. Elas representariam uma interferência na política brasileira e ato de oposição. Para a denúncia, isso representaria uma quebra da carta da ONU e da OEA que defende que os países não devem intervir nos assuntos internos de outros. Há um pedido oficial para que o governo argentino divulgue os gastos da viagens, quem participou da comitiva, além das ordens de voo. Eles defendem ainda que Milei seja interrogado oficialmente por produzir provas contra ele. O presidente da Argentina, Javier Milei, e o senador Flávio Bolsonaro durante convenção do PL Leco Viana/Thenews2/Agência O Globo

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