Rivais na corrida pelo Executivo de Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) estarão frente a frente pela primeira vez neste ciclo eleitoral. Os postulantes ao Palácio do Campos das Princesas estão confirmados em debate promovido pela Rádio Cidade, marcado para a manhã desta sexta-feira.
Após repercussão negativa de decisão sobre a PF: Apoio a Mendonça reacelera e volta a predominar nas redes em apenas 24h Dirigente petista critica fala de Janja sobre Lula ser 'o verdadeiro ungido': 'Não é apelando a Deus que venceremos' Segundo aliados, a estratégia de Campos no debate apostará na comparação entre sua gestão no Recife com a de Lyra no Executivo estadual, seja na entrega de obras ou na dimensão de parcerias com a União. O ex-prefeito da capital — que conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — planeja abordar também as áreas de educação e saúde como forma de se contrapor à gestão da governadora. Líder nas pesquisas, Lyra planeja, por sua vez, trazer um "tom positivo e propositivo", explicam interlocutores. A estretégia, de acordo com esses relatos, é abordar a "construção do futuro de Pernambuco", com foco em questões que afetam diretamente a população. A candidata à reeleição vem evitando a nacionalização da discussão eleitoral no estado. Pesquisa Quaest divulgada esta semana mostra Lyra com 43% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Campos marca 37%. Há um empate no limite da margem de erro, que é de 3 pontos percentuais.
O cenário é de estabilidade na comparação com a pesquisa de agosto. No mês passado, Lyra aparecia com 44%, e Campos, com 36%. Troca de acusações A pesquisa ocorre na esteira de trocas de acusações entre as campanhas de Lyra e Campos. Os candidatos acusam os rivais de chefiarem "gabinetes do ódio" para desgastar as candidaturas. É também o primeiro levantamento a repercutir o impacto da divulgação da imagem de um cartaz com referência à morte do marido da governadora colado nas ruas do Recife. O caso veio à tona há pouco mais de uma semana, após a candidata à reeleição se manifestar nas redes sociais. O grupo de Campos, por sua vez, cobrou que o episódio seja investigado pelas autoridades. Em boletim de ocorrência por calúnia, Lyra afirma que os cartazes a associam de “forma odiosa à morte do marido”. O empresário Fernando Lucena morreu em outubro de 2022, às vésperas do primeiro turno, após sofrer um mal súbito.
O Globo