Por que o mega hair é proibido em prisões? Entenda regra que atingiu Deolane Bezerra
A influenciadora digital Deolane Bezerra retirou o mega hair na última terça-feira (26), após determinação da direção da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. O procedimento teria sido realizado pela própria influenciadora, seguindo as normas de segurança da unidade prisional.
Deolane foi presa no dia 21 de maio durante a Operação Vérnix, investigação que apura suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo uma transportadora sediada no oeste paulista. De acordo com as autoridades, a operação é resultado de uma investigação considerada complexa, conduzida ao longo de vários anos.
Os investigadores apontam a existência de um esquema financeiro milionário usado para ocultar e movimentar recursos supostamente ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
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Qual o motivo da retirada do mega hair?
A retirada do mega hair faz parte dos protocolos internos da penitenciária. O uso do aplique capilar é proibido tanto para detentas quanto para visitantes da unidade.
“É proibido mega hair para presas e visitantes. O cabelo pode ser utilizado em tentativas de fuga e até em práticas de comércio dentro da unidade”, informou uma fonte ligada ao sistema penitenciário em entrevista ao portal G1.
Nas redes sociais, Deolane havia mostrado recentemente o resultado do procedimento estético. Em publicação feita no dia 16 de abril, a influenciadora compartilhou um vídeo exibindo o antes e depois da aplicação do mega hair, realizado por profissionais especializados da capital paulista.
Por que o mega hair é um fator de risco?
O mega hair é considerado um risco de segurança em presídios porque pode ser utilizado de diferentes formas para burlar regras internas ou facilitar ações ilícitas dentro da unidade prisional.
Entre os principais motivos apontados por administrações penitenciárias estão:
Ocultação de objetos: o aplique pode esconder pequenos itens proibidos, como bilhetes, chips de celular, dinheiro, drogas ou objetos cortantes.
Uso em tentativas de fuga: dependendo do tipo e do comprimento, o cabelo sintético pode ser trançado ou adaptado para improvisar cordas, amarras ou outros mecanismos.
Comércio ilegal dentro da prisão: em algumas unidades, mega hair e extensões de cabelo podem virar moeda de troca entre detentas, alimentando mercados clandestinos internos.
Dificuldade na inspeção: cabelos com aplique exigem revistas mais detalhadas e dificultam procedimentos de segurança realizados por policiais penais.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)
