Por que Metallica precisou ser polêmico após o "Black Album", segundo Scott Ian do Anthrax

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Fonte da notícia: Whiplash Whiplash

Por Gustavo MaiatoPostado em 22 de outubro de 2026 Os anos 1990 foram duros para as bandas de metal, e o Anthrax não escapou.

"O mercado desabou por um tempo, mas a gente só baixou a cabeça e foi trabalhar", resumiu Scott Ian. Billy Corgan dividia a mesma empresa de gestão do Metallica na época, a Q Prime.

Ele observou que a abertura do Anthrax a outros gêneros facilitou a transição para a década, enquanto a maior banda de metal do planeta passava por uma fase de identidade conturbada. No podcast The Magnificent Others, o guitarrista defendeu os velhos amigos.

Na visão dele, o Metallica seguiu uma mesma linha de "Kill 'Em All" até o "Black Album". O disco de 1991 já era diferente, mas ainda guardava muito de thrash.

"Acho que 'Enter Sandman' é um dos maiores riffs de thrash de todos os tempos. E também é uma das músicas mais comerciais, com refrão chiclete, que eu já ouvi", afirmou.

"Eles passaram uma década fazendo aquilo. Fez todo o sentido para mim que decidissem fazer uma curva e dizer: 'Temos todas essas outras ideias.

Não somos uma coisa só. Meio que provamos isso agora, com o álbum que vendeu 20 milhões de cópias.

Provamos que conseguimos fazer algo que não é um disco de thrash puro. Não precisamos escrever músicas de oito minutos como no anterior, '...And Justice for All'.

Podemos fazer algo diferente, ir mais para o hard rock, de onde a gente veio, antes mesmo de saber o que era thrash metal'." Para Scott, a situação financeira da banda pesou na escolha.

Grupos menores às vezes faziam turnês só para pagar contas, mas o Metallica, administrado pela Q Prime, não precisava se preocupar com isso. "Eles já tinham aquele nível de liberdade criativa, em que isso nem é uma questão.

Acho que decidiram: 'Esse lance de Load e Reload não é fogo de palha. Talvez a gente precise explorar isso, levar até o fim'.

Por que não?", disse. O guitarrista lembrou que todas as bandas da geração dele tomaram as próprias decisões, sem ouvir vozes de fora.

Para ele, o resultado mostra que a aposta não custou caro. "Não os afetou.

Estamos aqui em 2026 e eles são a maior banda de metal do mundo. Dá para dizer que estão entre as cinco maiores bandas do mundo.

Talvez sejam a maior", concluiu.

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