A Japan Airlines (JAL) começou a testar uma nova maneira de inspecionar seus aviões: drones totalmente autônomos. A companhia aérea japonesa anunciou, em parceria com a francesa Donecle, um projeto para utilizar os equipamentos na inspeção da parte externa das aeronaves dentro de seus hangares. Segundo as empresas, trata-se da primeira iniciativa do tipo no Japão envolvendo drones totalmente autônomos cuja utilização está prevista em manuais de manutenção de fabricantes de aeronaves. O objetivo é tornar as inspeções mais rápidas e reduzir os riscos para os profissionais responsáveis pelo trabalho. Atualmente, as inspeções visuais externas exigem que mecânicos examinem grandes áreas da fuselagem e, em alguns casos, trabalhem em altura. Com os drones, a ideia é transferir parte desse processo para máquinas capazes de percorrer autonomamente a aeronave e registrar imagens em alta resolução. Aviões da JAL são inspecionados por drones autônomos Divulgação Os mecânicos continuam responsáveis pela inspeção: em vez de observar diretamente cada parte do avião, podem analisar as imagens capturadas pelos equipamentos. Desde o fim de junho de 2026, a JAL vem comparando os resultados das inspeções visuais convencionais com as imagens obtidas pelos drones para verificar a eficácia da tecnologia na manutenção das aeronaves. Como funciona o drone O modelo utilizado no projeto é o Iris GVI, desenvolvido pela Donecle. Com 3,7 kg, incluindo a bateria, o equipamento mede 855 mm de comprimento e largura e 245 mm de altura. O drone opera de forma totalmente autônoma e conta com sistemas de detecção de obstáculos. Dessa forma, consegue voar ao redor do avião sem entrar em contato com a aeronave. Segundo as empresas, a automação também permite padronizar a captura das imagens, reduzindo a dependência da habilidade individual do operador. Uma tecnologia de análise de imagens permite ainda mapear e medir com precisão as áreas onde forem encontrados defeitos. Os drones da Donecle estão incluídos em manuais de manutenção de aeronaves da Airbus e da Boeing e são utilizados por companhias aéreas e empresas de manutenção em diferentes partes do mundo. Por que usar drones? Além da segurança, a JAL espera reduzir significativamente o tempo necessário para realizar as inspeções. A companhia afirma que pretende direcionar parte do tempo economizado para atividades de manutenção preditiva, com o objetivo de melhorar a qualidade das aeronaves. Por enquanto, os testes estão concentrados nas operações realizadas dentro dos hangares. Mas a empresa já estuda ampliar as aplicações da tecnologia. Uma das possibilidades é utilizar os drones em inspeções não programadas depois que uma aeronave é atingida por um raio. Com uma avaliação mais rápida, a expectativa é minimizar atrasos nos voos. Outra aplicação prevista é o monitoramento periódico das condições da pintura dos aviões. Mais Lidas
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Por que essa companhia aérea japonesa passou a usar drones autônomos na inspeção dos aviões
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