Por que a maioria das pessoas é destra? Cientistas acreditam ter descoberto movito
Cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, acreditam ter descoberto por que os humanos são, em sua maioria, destros. O estudo, que analisou 41 espécies de primatas, sugere que bipedalismo e aumento do cérebro explicam a dominância da mão direita nas pessoas.
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Para a pesquisa, os estudiosos coletaram dados de estudos publicados sobre a preferência manual de 41 espécies de primatas, totalizando 2.025 indivíduos. Para padronizar, usaram apenas experimentos que aplicaram o "teste do tubo" – um cano com comida dentro, que obriga o animal a usar uma das mãos para tirar o alimento.
Eles descobriram que dois fatores foram os principais para a predileção da nossa espécie pelo lado direito: andar sobre duas pernas (bipedalismo) e o aumento do tamanho do cérebro. O primeiro – ter as mãos livres durante a locomoção – abriu caminho para o surgimento de preferências manuais fortes.
O segundo – o cérebro maior – fez com que essa preferência se tornasse maciçamente inclinada para o lado direito, algo que não acontece em nenhum outro primata: “Simultaneamente, o aumento do tamanho do cérebro e a reorganização cortical associada podem ter promovido maior especialização hemisférica, aumentando assim a eficiência neural de tais comportamentos lateralizados”, aponta o estudo.
A predileção é enorme: pesquisas indicam que apenas 10 a 12% da população mundial é canhota de nascença.
Essa descoberta ajuda não só a entender por que somos destros, mas, também, a entender por que os humanos desenvolveram habilidades tão únicas – como fabricar ferramentas complexas, usar linguagem simbólica e ter cognição avançada.
A preferência pela mão direita é um sinal externo de uma reorganização cerebral mais profunda, que envolve a especialização do hemisfério esquerdo para funções motoras finas e, provavelmente, para a linguagem.
Sobre nossos ancestrais, os resultados sugerem que espécies primitivas como Ardipithecus e Australopithecus tinham uma leve preferência pela direita — números próximos aos dos grandes símios atuais.
No entanto, uma espécie de ancestral foi exceção: os Homo floresiensis, também conhecidos como Hobbits por sua baixa estatura, viviam na ilha de Flores, na Indonesia, tinham predileção menor pelo lado direito por causa de seus hábitos e cérebro.
Além de terem uma massa cinzenta consideravelmente menor, eles também misturavam o andar bípede com escalada.
Thomas Püschel, responsável pelo estudo afirmou que esse é o primeiro estudo do tipo: “Nossos resultados sugerem que isso provavelmente está ligado a algumas das principais características que nos tornam humanos, especialmente a postura ereta e a evolução de cérebros maiores”, diz.
“Ao analisarmos diversas espécies de primatas, podemos começar a entender quais aspectos da lateralidade são ancestrais e compartilhados, e quais são exclusivamente humanos”, conclui o cientista.
