Por que a BYD foi banida de base militar dos Estados Unidos? Entenda

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A BYD esbarrou em uma barreira geopolítica após os carros da marca serem proibidos de cruzar os portões de uma Base Aérea norte-americana na ilha de Okinawa, refletindo o receio de Washington com o volume de dados obtidos pelos modelos conectados. “Esses veículos representam um risco para o nosso pessoal e para a nossa missão”, declarou a tenente-coronel Alli Stormer, porta-voz do complexo militar, em entrevista à agência Reuters.

O temor das autoridades norte-americanas mira nas câmeras, nos sensores e nos sistemas de telemetria da BYD, sob a suspeita de que a tecnologia consiga gravar o perímetro e enviar imagens confidenciais diretamente para servidores em Pequim, o que motivou uma ordem de segurança que instrui barrar qualquer modelo da marca, afetando desde veículos particulares até táxis, vans e frotas de prestadores de serviço terceirizados que tentem acessar a Base Aérea de Kadena, distante 1.600 quilômetros de Tóquio e que abriga a maior concentração de força aérea norte-americana no Pacífico.

O banimento no Japão se soma a uma série de sanções impostas pelos Estados Unidos, visto que a BYD integra a lista negra do Pentágono sob a acusação de colaborar com as forças armadas chinesas em um documento que inclui a Nio, a Alibaba e a Baidu, além de restrições a softwares e articulações parlamentares para banir permanentemente carros chineses do país, conforme relata o Carscoops.com, ecoando um cenário semelhante ao ocorrido em 2021 quando a própria China travou os veículos da Tesla por riscos à segurança nacional até que a empresa adequasse o armazenamento local de dados em 2024.

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