Ponte Rio-Niterói e Baía de Guanabara têm falhas de sinalização

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A Ponte Rio–NiteróiReprodução A Marinha do Brasil apontou diversos problemas na sinalização náutica em pontos estratégicos do Rio de Janeiro, como a Ponte Rio-Niterói, o Aeroporto Santos Dumont, a estação das barcas de Charitas e outros locais da Baía de Guanabara. Os dados constam no balanço referente a setembro de 2026.O levantamento foi elaborado pelo Centro de Auxílios à Navegação Almirante Moraes Rego (CAMR). Todos os relatórios de eficácia podem ser consultados na página oficial do CAMR, no site da Marinha do Brasil.Ponte Rio-NiteróiNa Ponte Rio-Niterói, 20 das 44 luzes de sinalização náutica  estão apagadas ou funcionando parcialmente. O estudo aponta que o índice de eficácia no mês de setembro ficou em 54,55%, enquanto a média dos últimos 12 meses foi de 55,81%.A ponte, por onde passam 150 mil veículos diariamente entre o Rio e Niterói, possui luzes instaladas nos pilares que auxiliam as embarcações a identificar os vãos de passagem sob a estrutura. Parte desses equipamentos está inoperante há anos.Os documentos de fiscalização apontam que a iluminação na altura do pilar 51, por exemplo, está apagada desde outubro de 2023. Nos pilares 100 e 101, há registros de falhas desde 2024.O RACON, sistema que permite às embarcações localizar a ponte com mais facilidade por meio do radar, está sem funcionar desde março de 2021.Aeroporto Santos DumontOutra irregularidade aparece nas proximidades do Aeroporto Santos Dumont. Uma das boias luminosas, que serve para indicar as embarcações os limites da área que deve permanecer livre durante as operações aéreas, apresenta funcionamento irregular desde maio de 2025.A falha na iluminação aumenta os riscos especialmente à noite ou em condições de visibilidade reduzida. Segundo o relatório, o índice de eficácia da sinalização do local ficou em 75% em setembro.Barcas de CharitasEm Niterói, três dos cinco sinais do conjunto de sinalização apresentaram irregularidades no relatório de setembro.Entre os problemas estão as boias luminosas Charitas 01 e Charitas 02, que orientam a aproximação das embarcações à estação.Por outro lado, apesar das falhas, o índice de eficácia chegou a 40% em setembro, superando a média dos últimos 12 meses, de 36,66%.Norma prevê prazo para reparo dos sinaisA NORMAM-601 da Marinha do Brasil estabelece que as entidades responsáveis pela operação e manutenção dos locais que possuem necessidade de auxílios para navegação devem manter os sinais com índice de eficácia mínimo de 95% e, em caso de falha, restabelecer as condições em até 72 horas.Ao todo, 11 dos 28 sistemas avaliados no relatório ficaram abaixo do índice de eficácia de 95%.

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