Policial participa de 'batalha de aura' em protestos de estudantes na França, conquista manifestantes e viraliza; vídeo

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Um policial francês chamou a atenção ao participar de uma improvisada "batalha de aura" com estudantes durante os protestos que tomam conta de escolas do país. O episódio ocorreu na cidade de Mâcon, segundo o canal francês Frontières Média, e foi registrado em vídeo, que passou a circular nas redes sociais. Nas imagens, o agente assume uma postura de luta simulada, com os punhos erguidos, enquanto os adolescentes comemoram e filmam a cena.

Veja também: Ex-apresentadora de telejornal americano é condenada à prisão perpétua por matar a própria mãe Vídeo: Robôs humanoides enfrentam campeão de kickboxing em programa de TV na França A "batalha de aura" é uma tendência popular entre adolescentes nas redes sociais de diferentes lugares do mundo, incluindo o Brasil, e passou a ser reproduzida por estudantes próximos às escolas desde o início dos bloqueios. Na gravação, o policial entra na brincadeira e é aplaudido pelos jovens ao final da performance. A cena ocorre em meio a uma onda de protestos estudantis que se espalha pela França e que, em outros pontos do país, terminou em confrontos entre manifestantes e forças de segurança. Segundo balanços apresentados pelas autoridades, mais de 250 mil pessoas participaram de uma nova jornada de manifestações nesta terça-feira (6), enquanto cerca de 1.800 escolas foram parcialmente bloqueadas ou fechadas.

Protestos começaram por melhores condições nas escolas O movimento reúne principalmente estudantes do ensino médio, entre 15 e 18 anos, além de universitários, pais e sindicatos. As manifestações começaram em setembro com reivindicações relacionadas às condições de ensino, incluindo a falta de professores substitutos, a carga horária considerada excessiva e problemas na estrutura das salas de aula, que não estariam adaptadas às mudanças climáticas. Em Paris, cerca de cem estudantes bloquearam o colégio Sophie Germain. Alguns subiram em lixeiras, enquanto outros seguravam cartazes com frases de protesto. No colégio Saint-Exupéry, em Créteil, onde os atos começaram, estudantes colocaram grades diante da entrada da escola. — Estamos aqui para fazer nossa voz ser ouvida, uma voz muitas vezes esquecida — afirmou o estudante Abderrahmane Abdelkader. Confrontos aumentam tensão Apesar de parte dos atos ter ocorrido de forma pacífica, a mobilização também foi marcada por episódios de violência. Manifestantes incendiaram lixeiras, construíram barricadas e, em alguns locais, lançaram fogos de artifício contra policiais. As forças de segurança responderam com gás lacrimogêneo, armas não letais, bombas de efeito moral e canhões de água. Em Lens, no norte do país, um adolescente de 15 anos perdeu uma mão após, segundo uma fonte sindical policial, pegar uma granada de dispersão lançada durante um confronto. O episódio ampliou as críticas à atuação das forças de segurança. Policial participa de 'batalha de aura' em cidade francesa, durante protestos estudantis Reprodução / Facebook / Frontières Média O governo francês informou que 215 estudantes, 85 integrantes do corpo docente e 715 policiais ficaram feridos desde o início dos protestos. Mais de 5 mil pessoas foram detidas, 87% delas menores de idade, segundo as autoridades. Polícia também é alvo de críticas A resposta das forças de segurança provocou críticas de sindicatos e organizações de direitos humanos. A Anistia Internacional pediu o fim do que classificou como repressão policial desproporcional e questionou o uso de gás lacrimogêneo, cassetetes e técnicas de intervenção contra os manifestantes. A polícia abriu dez investigações internas sobre acusações de brutalidade desde o início dos protestos. Segundo as autoridades, 24 escolas também foram incendiadas ou saqueadas durante o período. O gabinete do primeiro-ministro Sébastien Lecornu pediu que os atos ocorram de forma pacífica e defendeu o retorno a uma oposição "estruturada, legal e democrática". Crise ocorre antes da eleição presidencial A onda de protestos acontece meses antes da eleição presidencial de 2027, que escolherá o sucessor de Emmanuel Macron. O governo também tenta aprovar um orçamento com medidas de ajuste fiscal para reduzir o déficit e a dívida pública. O Executivo acusa o partido de esquerda radical A França Insubmissa (LFI) de estimular a mobilização. O líder da legenda, Jean-Luc Mélenchon, declarou apoio aos estudantes, mas defendeu que os protestos ocorram de maneira não violenta. O primeiro-ministro também busca responder a problemas apontados pelos manifestantes, como a falta de professores e a deterioração de prédios escolares, enquanto trabalha em uma proposta para responsabilizar financeiramente autores de danos ao patrimônio público. Com AFP

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