Estudantes protestam na França há mais de duas semanas; Mais de 250 mil se reuniram nesta terça (6)

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Fonte da notícia: CBN CBN

Esta terça-feira (6) marca o terceiro ato nacional da mobilização dos estudantes do Ensino Médio na França. Mais de 250 mil manifestantes se reuniram em todo o país, 56 mil apenas em Paris, segundo dados do Ministério do Interior da França. Já os organizadores do protesto contabilizaram 450 mil participantes em todo o país, com 100 mil em Paris.

Os estudantes do Ensino Médio estão nas ruas há mais de duas semanas. O movimento teve início em uma escola na periferia de Paris e se estendeu depois para o resto da França. Esta terça foi o terceiro ato no âmbito nacional. Cerca de um quarto das escolas de Ensino Médio do país – quase 900, do total de 3.700 – tiveram as aulas suspensas nesta terça.

As reivindicações dos estudantes são muitas e variam em relação a cada região e instituição. Mas há várias preocupações em comum, como, por exemplo, a falta de professores e de profissionais de saúde nos estabelecimentos de ensino; salas degradadas (muitas delas insalubres); turmas superlotadas e um sentimento crescente de insegurança dos jovens em relação ao futuro.

Manifestações ocorreram sem incidentes, mas com momentos de tensão De um modo geral, nesta terça as manifestações ocorreram sem incidentes graves, mas houve momentos de tensão no final dos atos em Paris e em grandes cidades como Lyon, Nantes, Rennes e Toulouse. Tais momentos ocorreram pois os protestos têm hora para acabar e, quando os manifestantes se recusam a finalizar os atos, a polícia dispersa as pessoas com gás lacrimogêneo. Os confrontos têm início, então, com disparos de objetos, fogos de artifício e incêndios de latas de lixo.

A polícia francesa é famosa por essa "truculência" e não tem sido diferente com os estudantes de Ensino Médio.

Casos graves de agressões de policiais ocorreram nos últimos meses com os estudantes. Na segunda-feira (5), por exemplo, um aluno de 15 anos de Lens, no norte da França, perdeu a mão na explosão de uma granada, em circunstâncias que ainda estão sendo investigadas. Uma aluna de 14 anos de Metz, no leste da França, também na segunda, teve o corpo apalpado por um policial no momento em que foi imobilizada. A intervenção foi filmada e viralizou nas redes. Para evitar que esse tipo de violência ocorra, familiares e personalidades políticas da esquerda têm se unido aos protestos.

Desde a semana passada, algumas universidades e sindicatos da educação passaram a apoiar esse movimento dos estudantes. Na segunda, sindicatos de agricultores também anunciaram a intenção de se unir às manifestações Diante dessa mobilização crescente, o primeiro-ministro francês Sébastien Lecornu estabeleceu um calendário de medidas destinadas para responder às demandas do movimento e encarregou diferentes áreas do governo a desenvolver frentes de trabalho baseadas nas principais preocupações apresentadas pelos estudantes. Até que as propostas comecem a ser implementadas, os sindicatos estudantis prometem continuar a mobilização na França.

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