247 – Nesta sexta-feira (30), a jornalista Deborah Sena, do canal AuriVerde, foi impedida de relatar informações do Congresso Nacional após ser abordada por policiais legislativos durante uma transmissão ao vivo. A ação ocorreu do lado de fora do Anexo IV da Câmara dos Deputados, quando um dos agentes interferiu diretamente na gravação, entrando no enquadramento da câmera e iniciando uma discussão com a jornalista.
O policial alegava que a repórter não possuía a credencial de imprensa e cobrava que ela usasse o documento enquanto gravava — uma exigência que não é prática comum no local. A afirmação do agente não correspondia à verdade, uma vez que a jornalista já possuía os documentos necessários para o exercício da profissão no Congresso.
O incidente começou quando uma mulher chamou a repórter durante a transmissão. Por estar ao vivo, Deborah não pôde responder, o que levou a mulher a acionar a polícia.
“Em momento nenhum antes da gravação funcionário terceirizado da Câmara ou policial legislativo me abordou quando eu estava lá”, relatou a jornalista em vídeo. Deborah explicou que, ao ver o policial se aproximar, fechou o microfone e sinalizou que falaria com ele em instantes.
O agente, no entanto, ignorou o aviso e realizou uma abordagem antecipada, passando a averiguar o equipamento da repórter em plena transmissão. Ele encontrou os crachás e, mesmo assim, fez novas exigências.
Durante a abordagem, a jornalista relatou que as mulheres que acionaram os agentes debochavam de seu rosto. Indignada com o ocorrido, a repórter questionou a desproporcionalidade da abordagem policial.
“Eu quero que esses funcionários da Câmara respondam qual a compatibilidade desse tipo de ação com uma mulher segurando um microfone, com o tripé a sua frente, e ainda comovida e impedida de fazer o seu trabalho?”, declarou Deborah. A jornalista também ressaltou que cobrará providências quanto à segurança dos profissionais de imprensa no local: “Vou fazer questão de encaminhar à Câmara que esse é um risco que nós corremos.
Qual o tipo de preocupação que vocês têm com o assédio sofrido por jornalistas todos os dias?”, indagou. O caso ganhou rápida repercussão nas redes sociais, levantando debates e preocupações sobre censura e liberdade de imprensa.
Em resposta ao episódio, a presidência da Câmara dos Deputados informou que abriu imediatamente um procedimento interno para apurar a conduta da Polícia Legislativa. Acabo de receber este vídeo de Débora Sena, jornalista da @auriverdebrasil , sendo abordada ao vivo pela polícia legislativa.
Lamentável! pic.twitter.com/WXUS53KYrV— Área Militar (@areamilitarof) October 30, 2026
Brasil 247