Polícia vai usar câmeras de segurança para tentar reconstituir abordagem que terminou na morte de médica no Rio

 

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A Polícia Civil vai usar imagens de câmeras de segurança para tentar reconstituir por onde o carro da médica Andréa Marins e o dos policiais que a abordaram passaram antes de a mulher ser morta em Cascadura, na Zona Norte. As gravações mostram uma perseguição de PMs a um Corola Cross prata, que seria ocupado por criminosos. O carro é do mesmo modelo, mas o da médica era branco.

A Polícia Militar já analisa imagens de câmeras de ruas próximas ao local onde Andréa foi morta. O objetivo é entender como se desenvolveu a ação dos agentes. Se houve perseguição policial, ou alguma tentativa de assalto na região.

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Além das imagens, novas testemunhas devem ser ouvidas até os próximos dias.

ontem, promotores do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do MP estiveram na delegacia, em reunião com delegados e policiais responsáveis pela investigação.

O MP acompanha o caso e informou que, até o momento, a Polícia Civil ainda não recebeu um ofício da PM confirmando que as câmeras corporais dos agentes estavam sem bateria no momento da ação.

Os três policiais envolvidos no caso usavam câmeras, mas a corporação afirma que os equipamentos estavam descarregados e não registraram a abordagem.

O Ministério Público solicitou informações detalhadas sobre a atuação dos agentes e fez recomendações para corrigir falhas no uso das câmeras corporais. O órgão estabeleceu prazos de até 90 dias para a PM presentar um cronograma e ampliar o número de câmeras.

Um levantamento da Defensoria Pública do Rio mostra que apenas 60% dos pedidos de acesso a imagens de câmeras corporais foram atendidos entre maio e dezembro do ano passado.

A médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, morreu no último domingo, depois que o carro em que estava foi atingido durante uma ação policial. A principal suspeita é de que o veículo tenha sido confundido com o de criminosos.

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital. As armas dos policiais foram apreendidas, e os agentes seguem afastados das funções.