A Polícia Civil de São Paulo está à procura da mulher que proferiu uma série de ofensas racistas contra um homem negro em uma das estações da linha 4-Amarela do metrô paulistano. O episódio aconteceu no último domingo, 18, após a manifestação de Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista, e foi registrado em um vídeo que viralizou nas redes sociais. A agressora diz que é bolsonarista e chama o rapaz de “preto do c… ” várias vezes. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, o caso foi registrado como injúria racial e deu origem a um inquérito no 34º Distrito Policial (Vila Sônia). Até esta terça-feira, 20, a mulher não havia sido identificada pelas autoridades. Além disso, o Ministério Público também está acompanhando o caso. O Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecrad) pediu a abertura de investigação. O crime de injúria racial, na legislação brasileira, é imprescritível e inafiançável.
https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ssstwitter.com_1792511224656.mp4 Antes do momento registrado no vídeo, a mulher se envolveu em outra discussão e a vítima de racismo entrou no meio para apartar, evitando que o desentendimento chegasse à agressão física. A mulher não gostou da intervenção e começou a xingar o rapaz, que filmou a escalada verbal.
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“Preto do c… Agora filma você me xingando de bolsonarista. Eu sou (bolsonarista), graças a Deus. Eu sou brasileira”, diz a mulher no começo do vídeo. O homem a rebate: “E você pode ser racista comigo então? Parabéns”. Aos berros, a mulher repete várias vezes “seu preto do c… ” e diz “agora vai lá ver a minha vida, seu bosta”. Ela sobe a escada rolante atrás do homem e continua xingando o homem. No andar de cima, a mulher chama um segurança do metrô e diz que foi xingada de “bolsonarista”, admitindo as agressões racistas. “Eu falei para ele que ele é um preto de bosta”, diz ela a um dos seguranças do metrô, que rebate que o comportamento dela é racista. A mulher continua chamando o rapaz de “seu bosta” e se justifica para o segurança: “Deixa eu mostrar uma foto da minha família. Meu filho é preto, eu sou mulher de preto, seu bosta. Seu bosta, é por isso que o Brasil está desse jeito”, diz no final da gravação. Dois seguranças do metrô separam os dois.
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