Marcelo de Oliveira Menezes Filho, de 18 anos, e Renan Barroso do Nascimento, de 19, assassinados em Caracaraí (RR). Arquivo pessoal
A Polícia Civil investiga se há relação entre os assassinatos de Marcelo de Oliveira Menezes Filho, de 18 anos, e Renan Barroso do Nascimento, de 19, no município de Caracaraí, no Sul do estado. Os crimes ocorreram em um intervalo de 48 horas, entre domingo (25) e terça-feira (27).
No caso da morte de Marcelo, a principal linha de investigação aponta para uma disputa entre facções criminosas e "tribunal do crime". Já o assassinato de Renan pode ter relação com acerto de contas.
Os dois homicícios são apurados pela Delegacia de Caracaraí. A conexão entre os crimes ainda não foi confirmada.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Jovem decapitado
No caso de Marcelo Filho, encontrado morto e decapitado na noite de domingo (25), a Polícia Civil informou que já identificou suspeitos de participar do assassinato, e os investigadores apontam indícios de que o crime tenha ligação com uma disputa entre facções rivais. Segundo as investigações, Marcelo foi sequestrado, agredido com pedaços de madeira e decapitado nos fundos de uma casa no bairro São José Operário.
Os envolvidos também teriam filmado o crime para comemorar. A família dele foi quem acionou a Polícia Militar após ser avisada do sequestro por uma amiga da irmã da vítima.
O corpo foi encontrado por parentes decapitado, enrolado em lençóis e amarrado com fios elétricos, na casa de um dos suspeitos pelo crime. Jovem é encontrado decapitado e amarrado com fios elétricos em Caracaraí
Jovem encontrado morto a tiros de espingarda Já a morte de Renan, ocorrida na noite de terça-feira (27), no bairro Santo Antônio, tem diferentes hipóteses, sendo a principal delas, um possível acerto de contas ou tentativa de esconder provas.
Ainda não há confirmação sobre a motivação nem sobre o envolvimento de facções. Renan estava em casa quando atendeu a uma ligação telefônica e foi até a casa de uma mulher de 26 anos, onde foi atacado e assassinado.
Ele então foi atingido por tiros de espingarda no braço e no tórax e chegou a ser levado ao hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos. No dia do crime, a moradora da casa prestou depoimento após dar informações contraditórias aos policiais sobre o celular de Renan.
Segundo os policiais, ela disse que não sabia onde o aparelho estava, mas o próprio marido dela indicou o local. A Polícia Civil informou que a mulher foi ouvida, mas liberada em seguida.
O celular de Renan foi encontrado sobre uma mesa, com o chip retirado e um aplicativo de mensagens desinstalado. O aparelho passa por perícia para tentar recuperar conversas e descobrir de onde partiu a ligação que Renan recebeu antes do ataque.
A PM também apontou divergências na versão apresentada sobre o crime. De acordo com a análise preliminar dos policiais, a trajetória dos tiros e a localização dos ferimentos no tórax e no braço indicavam que os disparos não poderiam ter atingido o jovem por cima do portão fechado, indicando que o portão precisava estar aberto no momento dos disparos.
Jovem é assassinado com tiros de espingarda em Caracaraí Agora no g1
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