Polícia investiga envolvimento de milícia ou tráfico na execução de líder comunitária que contou com mais de 50 disparos no Rio - QTU Questões do Universo

Polícia investiga envolvimento de milícia ou tráfico na execução de líder comunitária que contou com mais de 50 disparos no Rio

Fonte: Bandeira da fonte

Líder comunitária atuante nas comunidades do Campo do Quinze e da Colônia, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, Josiene Dias de Assunção Maia foi assassinada a tiros na noite de sábado, em Curicica, na Zona Sudoeste do Rio.
Ela estava dentro de um carro quando foi executada.
Segundo a perícia, mais de 50 tiros foram disparados.
A Polícia Civil já sabe que a vítima havia recebido ameaças de morte recentemente.
Investigadores apuram se o crime teria sido praticado por pessoas ligadas a uma milícia ou a uma facção criminosa.
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As duas quadrilhas disputam territórios na região.
Por conta de tiroteios envolvendo os dois bandos, ocorridos neste sábado, 14 ônibus chegaram a ser sequestrados e usados como barricadas em pontos da Zona Sudoeste, como Muzema e Taquara.
A hipótese seguida pela Delegacia de Homicídios da Capital, no entanto, é a de que a morte da líder comunitária não esteja ligada aos conflitos deste fim de semana.
Segundo o que foi apurado até agora, Josiene dirigia um veículo que começou a ser perseguido por homens armados em três motocicletas.
Na altura da Estrada do Guerenguê, o carro foi atingido pelos primeiros disparos.
Logo após o automóvel parar, pessoas não identificadas saltaram das motos e dispararam uma série de tiros de pistola.
Josiene não resistiu aos ferimentos e morreu na hora.
A perícia concluiu que o crime foi executado com armas de calibres .40 e nove milímetros.
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A autoria das ameaças recebidas pela vítima ainda é investigada.
Ela não é a primeira líder comunitária da região a ser assassinada.
Em fevereiro de 2025, o presidente da Associação de Moradores da Colônia foi morto a tiros dentro de uma casa.
Já em janeiro de 2023, o ex-candidato a deputado estadual e ex-presidente da Associação de Moradores do Campo do Quinze, Fábio da Silva Travassos, mais conhecido como Fábio Charuto, foi baleado e sequestrado por homens armados no bairro de Curicica.
Delegacia de Homicídios da Capital investiga a morte de líder comunitária
Marcos Nunes/Agência O GLOBO
Fábio Charuto foi atingido por tiros na esquina da Travessa da Creche 35 com a Avenida Ayrton Senna, quando esperava para ser atendido em uma barbearia.
Ele foi abordado por dois homens armados.
Segundo informações da polícia, os criminosos usavam toucas ninja.
Eles recolheram as cápsulas do chão e jogaram areia no local onde havia sangue da vítima.
Em seguida, colocaram Fábio no porta-malas do carro.
Desde então, ele continua desaparecido.

A Polícia Civil investiga a participação de milicianos nos dois casos citados.