Polícia diz não ter recebido laudo do IML sobre morte de menino encontrado com sinais de tortura
A Polícia informou que não recebeu ainda o laudo do IML que elucidará a causa da morte do menino Douglas Kratos, de 11 anos.
Douglas foi encontrado morto, acorrentado e com sinais de tortura em casa na região do Itaim Paulista, zona leste de são paulo, nesta semana.
A vítima vivia com o pai, Chris Douglas, preso em flagrante nesta segunda-feira, e com a avó e a madrasta, presas nesta quarta.
Em depoimento à polícia, Douglas confessou que acorrentava o filho, e explicou que a criança fugia muito de casa. Por isso, na versão dele, era necessário deixá-la presa, mas ele nega ter provocado a morte do filho.
A reportagem da CBN ouviu o delegado Nico Gonçalves, secretário de segurança do governo estadual.
Ele explicou que os vizinhos da vítima dizem não ver a criança há mais de um ano, o que faz a polícia entender, até o momento, que não havia fuga.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a situação escolar de Douglas Kratos. A criança não teria registros de matrícula em qualquer escola desde o ano de 2024.
Há ainda duas outras crianças encontradas na casa, uma de 2 e outra de 12 anos, diagnosticada com autismo.
Ambas foram acolhidas pelo Conselho Tutelar para permanecerem em segurança até que o caso se resolva.
A mãe biológica de Douglas Kratos e da menina de 12 anos mora em Bauru, interior do estado, e afirma que a filha também estaria sendo agredida.
A reportagem da CBN segue acompanhando os desdobramentos do caso e voltamos com mais informações ao longo do dia.
