Polícia de NY vai investigar casos de agressão sexual na Universidade Cornell

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Fonte da notícia: Noticias do Planalto Noticias do Planalto

Kathy Hochul, governadora de Nova York, anunciou na quinta-feira, 29, que a Polícia do Estado de Nova York passará a conduzir as investigações futuras de agressão sexual na Universidade Cornell. Segundo comunicado divulgado pela imprensa internacional, como Reuters e BBC, um acordo foi firmado entre a polícia estadual de Nova York e a Universidade Cornell para que denúncias de crimes sexuais sejam encaminhadas à polícia estadual para investigação criminal, a menos que a vítima peça o contrário.

Até então, essas denúncias eram tratadas pela polícia do campus. Kathy Hochul destacou: “Quem denuncia agressão sexual merece ser ouvido, tratado com empatia, e deve ter a garantia de que suas denúncias serão levadas a sério e apuradas com rigor”.

Em setembro, uma ex-aluna da Cornell, conhecida nos autos como Jane Doe, entrou com uma ação judicial alegando ter sido vítima de estupro por vários homens durante uma festa de fraternidade em outubro de 2024. A universidade puniu alguns envolvidos, com expulsões ou sanções disciplinares, contudo, nenhuma acusação criminal foi feita.

Essa postura gerou críticas de estudantes e ex-alunos que exigem maior clareza sobre a forma como a instituição trata denúncias de agressão sexual. Kathy Hochul afirmou ainda: “As pessoas que sofreram essas agressões precisam poder confiar nas instituições responsáveis por sua proteção.

Não podemos permitir que essas expectativas sejam frustradas”. A vítima relatou que alguns dos homens a teriam forçado a usar cetamina, o que a deixou incapacitada para consentir.

Na quarta-feira, 28, o corpo docente da universidade discutiu se havia informações suficientes para avaliar a liderança da Cornell pelo modo como lidou com a denúncia. Enquanto alguns professores pediam cautela, outros exigiam ações diante de repetidas falhas institucionais.

Essa discussão ocorreu em reunião fechada do Conselho Docente, conforme gravação obtida pela Associated Press. Agora, eles votarão eletronicamente sobre uma moção de desconfiança contra a administração até 6 de novembro.

Ainda que simbólica, essa votação pode pressionar o Conselho Curador da universidade, responsável pela escolha dos líderes. Kathy Hochul designou a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, para liderar a investigação.

Contudo, os advogados de um acusado pediram sua desqualificação, alegando que publicações dela nas redes sociais indicam que ela já formou opinião sobre o caso. A defesa destacou que postagens feitas por Letitia James antes da sua nomeação mostram que ela acreditava na veracidade das alegações da mulher.

Letitia descreveu as denúncias como “terríveis e inaceitáveis” e se referiu à vítima como uma “sobrevivente”.

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