Polícia conclui que não houve crime em desaparecimento no Pico Paraná

 

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A Polícia Civil do Paraná encerrou o inquérito que investigava o desaparecimento de Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, ocorrido no dia 1º de janeiro de 2026, no Pico Paraná, ponto mais alto da Região Sul do Brasil. O jovem ficou cinco dias perdido na mata e foi encontrado na cidade de Antonina, no litoral do estado.

A Delegacia de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, responsável pelo caso, informou que não houve crime envolvido no desaparecimento. A conclusão da investigação foi divulgada nesta quinta-feira (8), após a análise de celulares, depoimentos das pessoas envolvidas e outros dados coletados ao longo da apuração.

Segundo a Polícia Civil, o objetivo principal do inquérito era entender a dinâmica que levou o jovem a se perder na trilha. No dia do desaparecimento, ele havia iniciado o percurso acompanhado de uma amiga, também de 19 anos. No entanto, durante o retorno, a jovem seguiu sozinha e relatou às autoridades que os dois haviam se separado no caminho.

Depois de cinco dias de buscas, Roberto foi localizado em Antonina, no litoral paranaense, e encaminhado para atendimento médico. Ele apresentava apenas desidratação leve e alguns hematomas, recebeu alta hospitalar e já retornou para junto da família.

Durante o período de buscas, o Parque Estadual Pico Paraná chegou a ser fechado para visitação. O local foi reaberto no início desta semana, mas, segundo o Corpo de Bombeiros e o Instituto Água e Terra, as regras de acesso, os espaços demarcados e as orientações aos visitantes deverão passar por reavaliação após o caso, que teve grande repercussão no estado.

Os órgãos reforçam o alerta para que trilheiros e turistas sigam rigorosamente as normas de segurança antes de realizar o percurso até o cume do Pico Paraná.