Polícia Civil e Secretaria de Saúde investigam morte de criança após atendimento em hospital na Zona Oeste do Rio
A Polícia Civil e a Secretaria Municipal de Saúde investigam a morte de Myrella Ramos de Souza, de 3 anos, após atendimento no Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio. A família da criança aponta possível falha na assistência médica.
De acordo com relatos da mãe, Tayssa Ramos, Myrella deu entrada na unidade hospitalar apresentando vômitos e fortes dores abdominais. A criança foi atendida, recebeu medicação por via intravenosa e teve alta.
Segundo Tayssa, pouco tempo depois, já em casa, o estado de saúde da menina se agravou, levando ao retorno imediato ao hospital. Durante o segundo atendimento, Myrella sofreu duas paradas cardíacas e não resistiu.
'O médico não ouviu o coração dela, não fez nada, só passou simplesmente o remédio para ela e colocou ela no soro. Quando ela saiu do soro, eles viram que ela estava um pouquinho melhor, mas não deixou minha filha ali para poder ver se estava tudo bem com ela, se o remédio era da reação alérgica, porque eles perguntaram se ela tinha alergia. Eu falei que não sabia se minha filha tinha alergia, que ela nunca tinha tomado aquele remédio. E quando eu cheguei em casa com a minha filha, minha filha já estava mole e eu voltei correndo para o hospital. Minha filha teve três paradas cardíacas'.
O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde exames determinarão a causa da morte.
A família questiona a conduta adotada no primeiro atendimento e exige esclarecimentos sobre os procedimentos realizados pela equipe médica.
A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do secretário Daniel Soranz, informou que acompanha o caso de perto, com a comissão de óbitos avaliando toda a situação, e aguarda o resultado do laudo do IML. A Polícia Civil apura o caso e informou que documentos já foram solicitados ao hospital. Testemunhas também serão ouvidas e outras diligências estão em andamento.
Veja a nota do hospital:
'A direção do Hospital Cardoso Fontes informa que acompanha o caso desde o início. A criança foi atendida por dois médicos pediatras experientes e, até o momento, não foi identificado qualquer indício de falha na assistência. O caso está sendo monitorado pela Comissão de Óbitos da unidade e o corpo foi encaminhado para o IML, para definição da causa exata da morte e detalhamento se a alergia foi a algum medicamento ou a alguma substância ingerida'.
