População do Irã ajudou a Israel descobrir localização de chefe de Segurança iraniano, diz site

 

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Um oficial israelense afirmou ao site Iran Internacional que o assassinato do chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, só foi possível pelas informações que Israel recebeu de 'moradores de Teerã nas últimas 24 horas'.

'Nos últimos dias, Larijani comportou-se de forma arrogante, aparecendo frequentemente em público (inclusive em comícios do Dia de Quds), interagindo com a mídia local e internacional e, assim, expondo-se à vista do público, o que acabou levando à sua identificação', comentou o oficial de forma reservada.

Ele ainda acrescentou que os serviços de inteligência do país continuam a receber inúmeros relatórios que 'os guiam com precisão até a localização dos postos de controle da Basij e da Guarda Revolucionária Islâmica, auxiliando significativamente seus esforços'.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou nesta terça-feira (17) que as Forças de Defesa israelenses mataram Ali Larijani, chefe de Segurança do Irã. Segundo ele, isso dará possibilidade para os iranianos derrubarem o governo.

'Isso não acontecerá de uma vez; não será fácil. Mas, se persistirmos, daremos a eles a oportunidade de tomar o próprio destino em suas mãos', continuou.

Em declarações gravadas em vídeo, Netanyahu descreveu Larijani como 'o chefe da Guarda Revolucionária – aquela gangue de bandidos que realmente comanda o Irã'. Ele disse que o comandante da Basij, Gholamreza Soleimani, também supostamente morteo, estava 'entre seus assistentes, que espalham o terror nas ruas de Teerã e de outras cidades do Irã contra a própria população'.

O premiê também revelou ter conversado com o presidente dos EUA, Donald Trump, um dia antes, sobre a cooperação com os aliados americanos no Golfo.

'Estamos ajudando nossos amigos americanos no Golfo. Há cooperação entre nossas forças aéreas e navais, entre mim, o presidente Trump e sua equipe. Vamos prestar assistência tanto por meio de ataques indiretos – criando enorme pressão sobre o regime iraniano – quanto por meio de operações diretas'.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira (17) que o principal chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, havia sido morto. Larijani atuava como secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã.

Ele revelou a informação em um vídeo oficial, na qual diz que recebeu o que ocorreu pelo comandante do Estado-Maior.

Em uma mensagem divulgada pela TV estatal escrita a mão e atribuída a Larijani, diz que 'inimigos dizem que me atacaram com atentados terroristas, mas essa propaganda não nos enfraquecerá, porque não lhes resta nada além de boatos'.

'Nós os atacamos, e agora eles estão pagando o preço com o sangue de Gaza', completa o texto.

A emissora israelense Canal 12 informou que o ataque israelense contra Larijani havia sido inicialmente planejado para a noite entre domingo (15) e segunda-feira (16), mas foi adiado no último minuto. Na tarde dessa segunda, chegou a informação de que Larijani havia ido para um de seus apartamentos, que usava como esconderijo. Com isso, veio a ordem de ataque.

O governo iraniano divulgou, um pouco antes, segundo a agência de notícias Fars, uma mensagem oficial dele na véspera da cerimônia fúnebre dos guerreiros da Marinha, homenageando os soldados mortos. Não se sabe se a escrita é de antes ou depois do ataque.

A mensagem não menciona o bombardeio.

'Por ocasião da cerimônia fúnebre dos guerreiros da Marinha da República Islâmica do Irã: Sua memória permanecerá para sempre nos corações da nação iraniana, e esses martírios estabelecerão os alicerces do Exército da República Islâmica na estrutura das forças armadas por muitos anos. Peço a Deus Todo-Poderoso que conceda a esses queridos mártires as mais altas honras', diz o texto.

Mensagem oficial com caligrafia de chefe de segurança do Irã.

Reprodução

Chefe do centro de contraterrorismo do governo Trump renuncia em protesto a guerra contra o Irã

Joe Kent, ex-diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo.

Tom Williams/CQ-Roll Call, Inc

O chefe do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, Joseph Kent, publicou nas redes sociais uma carta direcionado ao presidente Donald Trump anunciando que renunciou ao cargo em protesto contra a guerra entre EUA e Israel no Irã.

No texto, Kent afirmou que 'o Irã não representa uma ameaça iminente à nossa nação'.

'Não posso, em sã consciência, apoiar a guerra em curso no Irã. O Irã não representava nenhuma ameaça iminente à nossa nação, e é evidente que iniciamos esta guerra devido à pressão de Israel e de seu poderoso lobby americano”, escreve Kent, que enfrentou críticas por seus laços com nacionalistas brancos antes de ser escolhido para o cargo de alto escalão no governo Trump.'

'No início deste governo, altos funcionários israelenses e membros influentes da mídia americana lançaram uma campanha de desinformação que minou completamente sua plataforma 'América Primeiro' e semeou sentimentos pró-guerra para incentivar uma guerra com o Irã', escreveu.

Kent continua, afirmando que esses argumentos são usados para enganar, dizendo ser a 'mesma tática que os israelenses usaram para nos arrastar para a desastrosa guerra do Iraque, que custou à nossa nação a vida de milhares de nossos melhores homens e mulheres'.

'Não podemos cometer esse erro novamente', seguiu.

Joseph Kent entrou no cargo em julho de 2025, assumindo o lugar de Christine Abizaid.

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