Três pessoas foram presas até o momento na segunda fase da Operação Efeito Colateral, deflagrada pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) na manhã desta quinta-feira (5). A ação combate o comércio ilegal de canetas emagrecedoras e outros medicamentos sem autorização dos órgãos sanitários.
Ao todo, são cumpridos oito mandados de busca e apreensão, relacionados a seis alvos, em Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica. As ordens judiciais foram expedidas com base nos levantamentos das equipes de investigação.
Segundo a Polícia Civil, a apuração identificou um esquema de contrabando, distribuição e comercialização irregular de medicamentos. Os produtos eram anunciados e vendidos em redes sociais e aplicativos de mensagens, sem garantia de procedência, eficácia ou condições adequadas de armazenamento.
As investigações também apontaram indícios de participação de servidores públicos da área da saúde na aquisição e revenda irregular dessas substâncias. A operação é conduzida pela Superintendência de Polícia Especializada (SPE) e pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), com apoio da Polícia Científica e da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp).
Participam 32 policiais, com 16 viaturas. Primeira fase teve prisão e apreensão de medicamentos
A primeira fase da Operação Efeito Colateral ocorreu em 28 de maio, na Serra e em Vila Velha, com o cumprimento de sete medidas judiciais. Na ocasião, foi preso temporariamente um dos principais investigados, apontado pela Polícia Civil como o principal contrabandista de canetas emagrecedoras do Espírito Santo.
Também foram apreendidos medicamentos de origem estrangeira sem documentação fiscal e sem comprovação sanitária, além de produtos vencidos e materiais utilizados na comercialização clandestina.
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