Pneus de carros elétricos podem se desgastar até 20% mais rápido, alerta Michelin; veja o que explica a diferença

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Fabricante relaciona a diferença ao peso das baterias e à aceleração rápida, mas ressalta que as condições de uso influenciam a durabilidade Os pneus de carros elétricos podem se desgastar até 20% mais rápido do que os de veículos a combustão equivalentes, segundo uma publicação técnica da Michelin, divulgada em setembro de 2023.

A fabricante relaciona essa diferença principalmente ao peso adicional das baterias e à entrega instantânea de torque dos motores elétricos. Isso não significa que todos os modelos elétricos precisem trocar os pneus com 20% menos quilometragem.

O desgaste dos pneus de carros elétricos depende de fatores como o peso do veículo, as características dos componentes, as condições das vias e o estilo de condução. A publicação da Michelin aborda as exigências da mobilidade elétrica para os pneus e destaca a importância de desenvolver componentes capazes de suportar cargas maiores e oferecer durabilidade sem comprometer a segurança.

De acordo com a Michelin, o desgaste dos pneus de veículos elétricos pode chegar a um nível até 20% superior ao observado em modelos a combustão comparáveis. A fabricante aponta duas características que ajudam a explicar o fenômeno: o peso das baterias e o torque elevado disponível desde o início da aceleração.

O peso adicional aumenta a carga suportada pelos pneus. Já a aceleração rápida exige que eles transmitam mais força ao pavimento, especialmente quando o motorista utiliza frequentemente a potência do veículo.

A estimativa, no entanto, precisa ser interpretada com cautela. Ela não estabelece uma diferença fixa para todos os pneus de carros elétricos, nem significa que a vida útil será sempre 20% menor.

A escolha do componente também faz diferença. Pneus com especificações adequadas à massa e ao desempenho do veículo podem ser desenvolvidos para atender às exigências da motorização elétrica.

O desgaste dos pneus está relacionado à maneira como o veículo distribui seu peso e transmite força ao solo. Nos carros elétricos, dois aspectos merecem atenção.

As baterias podem tornar um carro elétrico mais pesado do que um veículo a combustão de porte semelhante. Como os pneus precisam suportar essa carga durante a rodagem, o peso é um dos fatores que podem contribuir para o desgaste.

Essa diferença varia conforme o modelo e não deve ser generalizada para todos os veículos elétricos. Por isso, a análise dos pneus de carros elétricos precisa considerar as características específicas de cada automóvel.

Os motores elétricos podem entregar torque elevado desde baixas velocidades. Isso permite acelerações rápidas, mas também aumenta a força transmitida pelos pneus ao pavimento durante essas manobras.

Quando o motorista acelera bruscamente com frequência, a solicitação sobre os pneus pode aumentar. Uma condução suave ajuda a reduzir esforços desnecessários e favorece um desgaste mais uniforme.

A frenagem regenerativa recupera parte da energia cinética durante a desaceleração e a utiliza para recarregar a bateria. Em muitas situações, esse sistema reduz a necessidade de acionar os freios convencionais.

Embora faça parte das características que diferenciam a condução elétrica, não é adequado afirmar que a frenagem regenerativa, isoladamente, provoca desgaste adicional dos pneus em todos os casos. O efeito depende das condições de uso e da forma como o sistema atua no veículo.

Por isso, o peso e a aceleração são fatores mais diretos para explicar a estimativa divulgada pela Michelin. Os efeitos específicos da frenagem precisam ser avaliados conforme o projeto e as condições de condução.

Mesmo com as exigências adicionais que podem existir em alguns modelos, os motoristas podem adotar cuidados simples para preservar os pneus de carros elétricos. Esses cuidados não eliminam o desgaste natural, mas ajudam a identificar problemas e a evitar que fatores como pressão inadequada ou manutenção deficiente reduzam a vida útil dos pneus de carros elétricos.

Nem todo carro elétrico precisa obrigatoriamente de um pneu exclusivo para essa motorização. A escolha deve considerar as especificações recomendadas pelo fabricante do veículo, especialmente a capacidade de carga, as medidas e o índice de velocidade.

Alguns pneus são projetados para atender às exigências dos elétricos, incluindo maior capacidade de carga, baixa resistência ao rolamento e redução de ruído. Essas características podem contribuir para a eficiência, a autonomia e o conforto.

A Michelin explica, em sua publicação sobre pneus desenvolvidos para veículos elétricos, que seus projetos procuram equilibrar durabilidade, eficiência energética e segurança. A escolha, porém, deve levar em conta as necessidades de cada veículo.

A estimativa divulgada pela Michelin funciona como uma referência para explicar os desafios enfrentados pelos pneus na mobilidade elétrica, não como uma regra aplicável a qualquer automóvel. Uma documentação técnica do inventário de emissões veiculares da Califórnia também cita estudos, segundo os quais as emissões de partículas decorrentes do desgaste dos pneus de veículos elétricos são, em média, 15% superiores às de modelos a combustão.

A estimativa foi baseada em 40 conjuntos de testes reunidos de estudos anteriores. Esse dado se refere às emissões associadas ao desgaste e não deve ser confundido diretamente com uma medição universal da vida útil dos pneus.

Na prática, os motoristas devem considerar o peso e as especificações do próprio veículo, manter a calibragem correta e acompanhar as condições dos pneus de carros elétricos. Assim, é possível cuidar da segurança e da durabilidade sem presumir que todos os modelos terão o mesmo padrão de desgaste.

Bruno Benetti é repórter esportivo do ND Mais, integrante do Núcleo Nacional, e escreve notícias sobre o mundo dos esportes, cobrindo desde as movimentações da Seleção Brasileira até o cenário internacional do futebol. Além de acompanhar grandes torneios, como a Copa do Mundo, traz novidades sobre bastidores de clubes, desempenhos, adversários do Brasil, curiosidades e tendências do futebol.

Está sempre atento às trends e temas que impactam o futebol brasileiro dentro e fora de campo. Formado em Jornalismo em 2014, pela Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, é multilíngue e domina inglês, espanhol, italiano, alemão e francês.

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