O setor de serviços da França deu sinais de estabilização em julho de 2026, com o Índice de Gerentes de Compras (PMI) de Serviços da S&P Global subindo para 49,6, ante 46,8 em junho.
Embora ainda permaneça abaixo da marca de 50,0 — o que divide expansão de contração —, o indicador aponta para um abrandamento significativo no ritmo de retração do setor e a menor queda registrada no período recente.
A reação foi impulsionada pela primeira alta nos novos pedidos desde novembro do ano passado, sustentada pela demanda doméstica, enquanto as vendas para o exterior continuaram em queda.
Acompanhando essa recuperação modesta, o PMI Composto da França — que engloba a atividade dos setores de serviços e da indústria manufatureira — também avançou, passando de 47,2 em junho para 49,4 em julho.
O resultado sinaliza que a atividade econômica geral do setor privado francês teve uma contração apenas marginal no início do terceiro trimestre, alinhada historicamente a um crescimento trimestral do PIB entre 0,2% e 0,3%.
Apesar da melhora na confiança empresarial e do alívio nas pressões inflacionárias de custos e preços cobrados, o cenário do mercado de trabalho registrou desaceleração, com a perda de empregos se intensificando.
Além disso, economistas alertam para riscos no horizonte: a escalada nas tensões do Oriente Médio e a recente alta nas cotações globais de energia podem reverter a trajetória de recuperação observada em julho.
