O plano de saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil foi estruturado semanas antes da derrota para Lula (PT) no segundo turno, realizado em 25 de outubro, segundo a coluna de Bela Megale, do jornal O Globo. As informações não foram confirmadas oficialmente.
De acordo com a coluna, o plano foi montado para o caso de uma derrota eleitoral. Depois do primeiro turno, Flávio, aliados e familiares teriam passado a tratar esse desfecho como improvável.
O deputado Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos desde o ano passado, é descrito como o principal organizador, e o influenciador Paulo Figueiredo também aparece como envolvido. Os dois teriam mantido conversas frequentes com integrantes do governo de Donald Trump para garantir a recepção de Flávio nos Estados Unidos.
A coluna afirma ainda que o grupo pretendia apresentar uma eventual derrota como prova de fraude, tese sem comprovação. Segundo a reportagem, a rota teria passado por Argentina, voo privado até o Equador e destino final nos Estados Unidos, com partida na manhã desta quarta-feira (28).
A Polícia Federal ainda trabalha para estabelecer o itinerário exato. Os vistos de Flávio e de sua família foram confirmados pelo Departamento de Estado americano, e Eduardo teria viajado na terça-feira (27) para a Flórida com a mulher e os filhos para encontrar o senador.
Aliados planejam uma transmissão ao vivo ainda nesta semana para que Flávio explique os motivos da saída. Flávio negou, em vídeo, qualquer intenção de deixar o país.
A reportagem não traz declaração dele, de sua defesa nem de sua campanha sobre o relato da coluna. A PF apura se um jato ligado ao advogado Willer Tomaz levou o senador à Argentina, e o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, a entrega dos passaportes e a proibição de saída do país.
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