PL não apoiará recondução de Alcolumbre à presidência do Senado em 2027, diz Costa Neto

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Fonte da notícia: Valor Valor

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira que a bancada do partido não apoiará a reeleição do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), no próximo ano. Ele colocou o atual coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador Rogério Marinho (PL-RJ), como o nome que será endossado pelo PL para chefiar o Legislativo. A sigla elegeu no domingo 19 pessoas para a Casa e terá 28 senadores a partir de fevereiro de 2027.

"O nosso candidato à presidência do Senado Federal é o Rogério Marinho. Nós não vamos apoiar o Davi Alcolumbre, porque o Alcolumbre está fechado com o governo. Eles têm os mesmos problemas para resolver, e não conseguiram resolver. Ele [Alcolumbre] está segurando tudo no Senado Federal. Então, nós vamos ter um trabalho muito grande, porque nós temos que mudar isso aí", disse o dirigente à CNN.

As matérias às quais Costa Neto se refere e que estariam sendo "seguradas" por Alcolumbre são os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que foram apresentados ao Senado. Desde que foi eleito para a presidência da Casa no início de 2025, o amapaense viu a sua relação com parlamentares de oposição piorar por não dar andamento a esses afastamentos de magistrados e outras pautas caras para o grupo.

Na entrevista, o dirigente do PL também avaliou que, com a bancada de 28 senadores que o PL terá a partir de fevereiro de 2027, a sigla conseguirá eleger um nome para chefiar o Senado. "Tenho esperança que, com a eleição do PL, nós faremos o presidente do Senado. Não tenho dúvida disso. O presidente do Senado tem muita força para poder estabelecer a ordem democrática no país", falou.

Costa Neto ainda destacou aconselhar que Flávio, neste segundo turno, participe de todos os debates televisivos que contarão com a presença do opositor dele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente partidário admitiu que, no primeiro turno, ele não defendia que o candidato participasse das discussões.

Carlos Moura/Agência Senado

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