Piloto de helicóptero da Polícia Civil baleado em operação morre no Rio de Janeiro

 

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Felipe Monteiro Marques, piloto de helicóptero da Polícia Civil do Rio de Janeiro que foi baleado na testa por um tiro de fuzil durante operação, morreu neste domingo (17/5) aos 46 anos. O agente estava internado em estado grave após fazer uma cirurgia para retirada de um hematoma na cabeça. 


Segundo o G1, a esposa de Felipe, Keidna Marques, havia dito que o policial vinha apresentando um quadro de saúde grave com uma infecção após complicações de uma cirurgia de prótese craniana realizada no dia 20 de abril. Na sexta-feira (15), ela atualizou o estado de saúde de Felipe Monteiro e disse que era "um momento muito difícil de lidar".


De acordo com Keidna, o Felipe teve alterações importantes no quadro clínico na última quinta (14) e precisou de medicações mais fortes. No início de maio, ele precisou de alguns procedimentos para retirada de hematomas e sangramentos na cabeça e depois para a inserção de um dreno.


Ainda conforme o G1, no dia 23 de abril, a esposa publicou um histórico que mostra que, em janeiro, ele já tinha tido complicações semelhantes. Felipe tinha recebido alta médica do Hospital São Lucas em dezembro, após nove meses internado, e seguiu para um centro de reabilitação. Ele foi baleado durante uma operação na Vila Aliança, em Bangu, em março de 2025.


Em nota, o Governo do Estado do Rio de Janeiro lamentou a morte do policial civil e piloto da CORE, Felipe Marques Monteiro, "que foi ferido em março de 2025, durante uma operação da Polícia Civil na Vila Aliança, quando o helicóptero em que atuava como copiloto foi alvo de disparos de criminosos com fuzis".


"Desde então, ele travou uma longa, difícil e corajosa batalha pela vida, marcada pela força, fé e dedicação da família, especialmente de sua esposa, mobilizando colegas de profissão, amigos e todos os que torciam por sua recuperação", disse.


"Neste momento de dor, o Governo do Estado presta solidariedade aos familiares, amigos e companheiros da Polícia Civil, e reconhece a bravura, o compromisso e a entrega do comandante Felipe Marques Monteiro no exercício da missão de proteger a população fluminense. Sua coragem e seu legado permanecerão na memória da segurança pública do nosso estado", acrescentou.