PF suspeita que Willer Tomaz pagou R$ 270 mil por gestão de crise de Ramagem

PF suspeita que Willer Tomaz pagou R$ 270 mil por gestão de crise de Ramagem - Foto
Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – A Polícia Federal (PF) identificou registros financeiros que levantam suspeitas de que o advogado Willer Tomaz tenha custeado serviços de gestão de crise de imagem para Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-deputado federal pelo PL. Os pagamentos relacionados à contratação somam R$ 270 mil e remontam a 2024, quando Ramagem disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro.

Segundo o UOL, as informações constam em um relatório da Polícia Federal produzido a partir da análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos de Willer Tomaz. O advogado também é apontado na investigação como possível sócio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República.

De acordo com os registros examinados pelos investigadores, os valores estão associados a uma proposta de comunicação voltada à administração de uma crise de imagem de Ramagem. A documentação reúne três parcelas de R$ 90 mil, totalizando R$ 270 mil, destinadas formalmente à Torre Comunicação e Estratégia Ltda., empresa sediada em Brasília.

Um dos elementos destacados pela investigação é a classificação contábil atribuída à despesa. O registro da primeira parcela, datado de 19 de abril de 2024, identifica expressamente a natureza do serviço contratado e apresenta a descrição “PESSOAIS WILLER” tanto no centro de custo quanto no plano de contas.

Essa identificação chamou a atenção dos investigadores por associar o desembolso ao advogado, embora o serviço estivesse relacionado à gestão da imagem pública de Ramagem.

A documentação analisada pela PF indica, portanto, uma possível ligação financeira entre Willer Tomaz e a contratação de serviços de comunicação destinados ao então deputado. Os registros, contudo, não permitem concluir, por si só, quais atividades foram efetivamente executadas pela empresa ou se houve alguma contrapartida política.

A suspeita ganha relevância pelo contexto eleitoral em que os pagamentos foram registrados. Em 2024, Ramagem era candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro pelo Partido Liberal e buscava ampliar sua projeção política depois de ter comandado a Abin.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site Brasil 247