PF relaciona sete armas com Bacellar, entre elas pistolas Taurus e 9mm

 

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Sete armas de fogo e 273 munições de diferentes calibres foram apreendidas ou relacionadas em nome do deputado estadual Rodrigo Bacellar na Operação Unha e Carne I, que levou à sua prisão e ao afastamento da presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A ação também recolheu na época R$ 90.840 em espécie.

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O armamento inclui duas armas apreendidas durante o cumprimento dos mandados e três que estavam acauteladas em nome do parlamentar. No momento da prisão, agentes recolheram uma pistola Taurus GX4 calibre 9mm, acompanhada de 19 munições e dois carregadores. Em endereço ligado a Bacellar, foi apreendida ainda uma carabina Taurus com carregadores e munições. Ele tinha porte de arma.

No cumprimento de cautelares, constam três armas acauteladas: um revólver Rossi J120771, um revólver Surus ADE32013 e uma pistola Glock BRCF039, todas com certificados de registro. Também foram relacionadas 32 munições de calibres 9mm, .50, .357 e .38.

O relatório também registra a apreensão de uma pistola Taurus calibre .38 e outra pistola Taurus 9mm, além de 150 munições de 9mm, 72 de calibre .38 e chumbinho

As armas:

Pistola Taurus GX4 9mm

Carabina Taurus

Revólver Rossi (acautelado)

Revólver Surus (acautelado)

Pistola Glock (acautelada)

Pistola Taurus calibre .38

Pistola Taurus 9mm

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As apreensões constam no relatório de 188 páginas entregue pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF), no qual Bacellar é indiciado por vazamento de informações sigilosas. O documento, assinado pelo delegado Guilhermo de Paula Catramby e encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes no fim de janeiro, afirma que o deputado exerceria “a liderança do núcleo político” do Comando Vermelho (CV).

Segundo a PF, Bacellar seria responsável por “fornecer a interlocução política necessária à blindagem das ações da horda” e teria como “maior ativo” a sua capacidade de articulação. O caso envolvendo o parlamentar e o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Jóias, é classificado pela corporação como “o retrato perfeito da espoliação dos espaços públicos de poder pelas facções criminosas no Rio”.

De acordo com a investigação, Bacellar teria vazado detalhes sigilosos da Operação Zargun, que prendeu TH em setembro. A prisão do presidente da Alerj foi determinada por Moraes após indícios de que ele teria antecipado informações sobre a ação policial.

Preso em dezembro ao comparecer à Superintendência da Polícia Federal no Rio, Bacellar teve a prisão revogada pelos deputados estaduais, que votaram pela soltura. Ele responde em liberdade provisória, com medidas cautelares impostas por Moraes, como o afastamento da presidência da Alerj, uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno.

Em nota, o advogado Daniel Bialski, que defende Bacellar, afirmou que “inexiste qualquer elemento probatório para pretender lhe imputar qualquer participação em ilicitude e ou vazamento, ao contrário, só há ilações desamparadas”. A defesa classificou o indiciamento como “arbitrário e abusivo”.

Além das armas e do dinheiro, a operação apreendeu celulares, computadores, tablet, equipamento bloqueador de sinal, mídias digitais, documentos, porte de arma e passaporte.

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