Informações compartilhadas pela Polícia de Israel com a Polícia Federal (PF) revelaram a existência de uma organização criminosa transnacional, com base no Brasil, suspeita de recrutar mulheres brasileiras para explorá-las sexualmente no exterior. O grupo é alvo de uma operação nesta quinta-feira (5/11).
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões. Os suspeitos também são investigados por promover a entrada irregular dessas mulheres em outros países e reter parte dos valores obtidos com a atividade.
A principal investigada teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal. A Operação Dirty Dancing cumpriu um mandado de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão em Ananindeua (PA), além de um mandado de busca e apreensão em Goiânia (GO).
Segundo a PF, a investigação teve início em fevereiro do ano passado, a partir de informações compartilhadas pela Polícia de Israel, desdobramento de investigação conduzida pelas autoridades israelenses sobre o mesmo grupo criminoso. Segundo as apurações, a líder da organização usava redes sociais e aplicativos de mensagens para recrutar mulheres interessadas em viajar ao exterior.
O grupo providenciava deslocamento e hospedagem das vítimas e mantinha operadores no Brasil responsáveis por divulgar anúncios em sites especializados e agendar clientes. Foi constatado que os valores obtidos no exterior eram arrecadados em espécie e remetidos ao Brasil por intermédio de brasileiros residentes fora do país, que atuariam em um esquema clandestino de câmbio.
Entre as medidas determinadas pela Justiça, estão a suspensão das atividades de duas empresas vinculadas à investigada presa, além da apreensão de passaportes, monitoração eletrônica e proibição de saída do país para dois suspeitos. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de pessoas, favorecimento da prostituição, rufianismo, promoção de migração ilegal e operação ilegal de câmbio.
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