Pedidos de ressarcimento podem ser feitos pelo app ou site do FGCReprodução/redes sociais A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (27), nove mandados de busca e apreensão em São Paulo e Pernambuco em uma investigação sobre aplicações financeiras realizadas pelo Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de São Roque (São Roque Prev).
Segundo o Metrópoles, o ex-presidente da autarquia Vanderlei Massarioli é um dos alvos da operação.Batizada de Operação Entressafras, a investigação apura possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional na administração dos recursos do instituto entre 2022 e 2024. Em nota, a PF não divulgou a identidade dos investigados nem os endereços onde foram cumpridos os mandados.De acordo com a corporação, foram investigadas aplicações de R$ 80 milhões em Letras Financeiras e de R$ 20 milhões em um fundo de investimento imobiliário.
Os investimentos teriam sido respaldados por pareceres técnicos genéricos, sem fundamentação adequada e sem análise comparativa de ativos disponíveis no mercado, processos administrativos sancionadores ou diversificação da carteira.A PF também afirma que há indícios de que a escolha dos emissores ocorreu antes da avaliação dos riscos dos ativos.
O prejuízo estimado para o São Roque Prev é de aproximadamente R$ 121 milhões. A Justiça determinou o bloqueio desse valor em desfavor dos investigados, segundo a corporação.Os alvos poderão responder, em tese, por gestão fraudulenta, peculato financeiro, lavagem de dinheiro e crimes contra a Administração Pública.Investimentos no Banco MasterMassarioli presidiu o São Roque Prev em 2024, quando o instituto realizou sete aplicações que totalizaram R$ 93,15 milhões em Letras Financeiras do Banco Master, entre abril e setembro daquele ano.Na semana passada, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) julgou irregulares as contas de 2024 do instituto e determinou que o ex-presidente ressarcisse os R$ 93,15 milhões aplicados no banco.
A decisão também estabeleceu multa de 2 mil Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp).O valor deverá ser corrigido monetariamente e acrescido de juros, com desconto de eventuais recursos recuperados pelo instituto no processo de liquidação extrajudicial do Banco Master, conforme informações divulgadas sobre a decisão.No processo no TCE-SP, Massarioli sustentou que as decisões foram colegiadas, tiveram respaldo em pareceres especializados e ocorreram antes da deterioração financeira da instituição.
Ele pode recorrer.
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