PF faz operação contra grupo suspeito de levar mais de 270 brasileiros aos EUA pelo México

PF faz operação contra grupo suspeito de levar mais de 270 brasileiros aos EUA pelo México - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira a Operação Chihuahua contra uma associação criminosa comandada por irmãos e suspeita de enviar ilegalmente mais de 270 brasileiros aos Estados Unidos, com entrada no território americano pelo México. Segundo a PF, cada migrante pagou cerca de US$ 20 mil (cerca de R$ 120 mil na cotação atual) pela promessa de emigração.

Um total de sete empresas do grupo investigado movimentaram cerca de R$ 270 milhões entre 2021 e 2024, segundo a PF. Desse montante, quase R$ 12 milhões tiveram origem no contrabando de migrantes.

A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 27 milhões vinculados à organização. Mandados judiciais

A PF cumpre 14 mandados de busca e apreensão na cidade de Central de Minas (MG). As equipes também trabalham para cumprir 16 mandados de busca e apreensão de veículos que são objeto de sequestro judicial, com o objetivo de assegurar as medidas de constrição patrimonial determinadas pela Justiça.

De acordo com a investigação, o principal suspeito organizava toda a logística das viagens, da saída do Brasil, por via aérea, até a entrada irregular nos Estados Unidos. Irmãos investigados

Segundo a PF, o principal suspeito montou, com o irmão e braço direito e outros sete investigados, uma estrutura para ocultar o patrimônio da organização. O grupo operava sete empresas responsáveis pela movimentação de alto volume financeiro.

A investigação apontou o uso de empresas de fachada e de mecanismos de lavagem de dinheiro para ocultar e dissimular a origem dos valores. Após decisões judiciais, a PF analisou a movimentação de recursos para identificar possíveis mecanismos de ocultação de valores obtidos de forma ilícita.

A Justiça também deferiu a expedição de mandados para apreensão de veículos vinculados aos investigados. A PF não divulgou os nomes dos investigados.

O Globo não conseguiu contato com a defesa dos suspeitos.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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