PF encontra fotos de dinheiro em celular de suposto operador de esquema que envolve Castro no Rio; veja imagens
A Polícia Federal encontrou fotos de maços de dinheiro em espécie sendo carregadas por um suposto operador do esquema que envolve o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e o dono do grupo Refit, Ricardo Magro. Segundo a PF, as imagens foram retiradas do celular de Álvaro Barcha, que é descrito como um "agente externo" com influência sobre integrantes da Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro.
As informações constam da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que expediu mandados de busca e apreensão em endereços de Castro e integrantes do governo do Rio e ordenou a prisão preventiva de Magro, que já é considerado foragido da Justiça por estar fora do país.
A PF destaca que os arquivos mostram Barcha ostentando "quantias vultosas de dinheiro em espécie". De acordo com os investigadores, ele mantinha proximidade com servidores do governo do Rio e o próprio ex-secretário da Fazenda Juliano Pasqual, com o intuito de influenciar em processos administrativos.
"A análise demonstra, outrossim, que ÁLVARO mantém relações pessoais e operacionais com auditores fiscais, subsecretários e o próprio Secretário de Fazenda, valendo-se desse trânsito institucional para possivelmente intervir em processos administrativos sensíveis, antecipar decisões, orientar providências e influenciar a alocação de servidores em setores estratégicos, prática incompatível com a legalidade administrativa", diz trecho da decisão de Moraes.
Foto dos maços de dinheiro
Reprodução/ Polícia Federal
A decisão foi tomada no âmbito da Operação Sem Refino, que apura a atuação do conglomerado Refit nos crimes de ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior. Os agentes cumpriram ao todo 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
A Polícia Federal aponta que Castro direcionou o Executivo estadual para interesses do grupo de Magro. A PF diz que, que sob a "batuta" do ex-governador, o estado do Rio de Janeiro "direcionou todos os esforços de sua máquina pública" em prol do conglomerado.
"Assim, o acervo analisado permite consolidar o entendimento de que a Secretaria de Estado de Fazenda, durante o comando de JULIANO PASQUAL, nomeado pelo então Governador CLÁUDIO CASTRO por alinhamento de interesses, virou uma extensão da estrutura empresarial do GRUPO REFIT, dando ensejo a atos que visavam a facilitação de sua operação e, ao mesmo tempo, repelir a aproximação de seus concorrentes no mercado fluminense", diz o texto.
