PF diz que não há como reduzir, no curto prazo, ruído de ar-condicionado onde Bolsonaro está preso
A Polícia Federal informou que não há viabilidade, no curto prazo, para reduzir o ruído do ar-condicionado na Superintendência em Brasília, alvo de reclamações da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal.
A PF afirmou que a sala utilizada fica próxima à área de climatização, que não há outro espaço disponível e que eventuais intervenções exigiriam obras complexas e, inclusive, a paralisação do sistema da corporação.
Além disso, houve hoje um pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM) para a abertura de sindicâncias sobre o atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro enquanto custodiado pela Polícia Federal. O pedido foi encaminhado ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal.
O ministro Alexandre de Moraes decretou a nulidade da decisão do CFM, classificando-a como ilegal. Segundo Moraes, o Conselho não tem competência para atuar sobre a Polícia Federal e houve desvio de finalidade na medida. Na decisão, o ministro também determinou que a PF colha, em até dez dias, o depoimento do presidente do CFM, e proibiu a instauração de qualquer novo procedimento do Conselho relacionado ao caso.
Moraes registrou que não houve omissão da equipe médica da Polícia Federal e destacou que exames realizados nesta quarta-feira no Hospital DF Star não indicaram problemas ou sequelas no ex-presidente. O ministro ainda ordenou que a direção do hospital encaminhe ao STF, no prazo de 24 horas, todos os exames médicos feitos por Bolsonaro hoje. Segundo ele, as avaliações corroboram a atuação adequada da equipe médica responsável pelo atendimento após o relato de queda na madrugada da noite anterior, na Superintendência da Polícia Federal.
