PF aponta Weverton Rocha como figura central em esquema de lavagem de dinheiro

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Fonte da notícia: CBN CBN

A Polícia Federal aponta que o senador Weverton Rocha era uma das figuras centrais de um esquema de lavagem de dinheiro que também envolveria o advogado Willer Tomaz, um dos alvos da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta terça-feira. Embora a investigação tenha começado a partir de fraudes no INSS, a PF afirma que a relação entre o senador e o advogado revela um esquema mais amplo de lavagem de dinheiro para ocultar recursos provenientes do desvio de aposentadorias e pensões. Weverton Rocha não foi alvo da ação desta terça-feira, mas familiares dele foram alvo de mandados de busca e apreensão. As informações sobre a ligação entre o senador e o advogado constam na decisão do ministro André Mendonça, que autorizou o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão. Além de Willer Tomaz, foram alvo da operação a mulher, a filha e as irmãs de Weverton Rocha. Segundo a PF, o material que fundamentou a ação teve origem em documentos e conversas apreendidos no início das investigações em um celular do próprio senador. O inquérito aponta a existência de um grupo formado por empresas interpostas, sociedades patrimoniais e postos de combustíveis que atuaria, pelo menos, desde 2023. De acordo com a decisão de André Mendonça, as investigações indicam que Weverton Rocha e Willer Tomaz atuaram para ocultar ou dissimular a origem, a movimentação, a propriedade e a titularidade de bens provenientes, direta ou indiretamente, de infrações penais antecedentes. A PF afirma que Samya Rocha, mulher do senador, recebeu mais de R$ 11 milhões de empresas ligadas ao advogado. Os investigadores também apuram a aquisição de uma mansão de R$ 6 milhões, em Brasília, utilizada pelo senador e registrada em nome de uma empresa de Willer Tomaz. Durante as buscas realizadas nesta terça-feira, a Polícia Federal encontrou dinheiro em espécie e apreendeu uma máquina de contar cédulas no endereço do advogado, em Brasília. O senador Weverton Rocha ainda não se manifestou sobre o caso. Em nota, Willer Tomaz negou envolvimento no esquema investigado. Segundo a defesa, ele foi alvo da operação apenas por ser proprietário de uma aeronave utilizada, em caráter estritamente particular, pelo senador em uma viagem de conhecimento público. O advogado afirmou ainda que a disponibilização do avião teve caráter pessoal e amistoso, sem qualquer relação com os fatos investigados.

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