Petróleo avança ao maior nível desde junho com espraiamento da guerra no Golfo

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Fonte da notícia: Valor Valor

Com o espraiamento da guerra para outros países do Golfo Pérsico e impactos na rede petrolífera, os contratos futuros do petróleo encerraram esta terça-feira (8) em alta e atingiram o maior valor desde junho. O Irã também ameaçou embarcações que naveguem próximas a Omã e disse que atacaria interesses americanos na região caso navios petroleiros iranianos sejam atingidos.

O petróleo Brent com entrega para dezembro encerrou em alta de 0,95%, cotado a US$ 97,92 por barril, na ICE. O WTI com vencimento em outubro subiu 1,69%, cotado a US$ 93,03 por barril, na Nymex.

Os houthis do Iêmen atacaram hoje quatro cidades no sul da Arábia Saudita, ferindo mais de 70 pessoas e incendiando instalações petrolíferas. A ampliação do território de combate pode agravar ainda mais o conflito e pressionar o mercado de energia, sobretudo caso haja interrupções mais amplas no fornecimento de energia para além do bloqueio de Ormuz.

Diante da escalada do conflito no Golfo, o Bank of America revisou para cima as projeções de preço do petróleo para este ano e para o próximo. O banco espera que o barril do Brent e do WTI encerrem o ano com uma média de preço de US$ 85 e US$ 81, respectivamente, um valor US$ 3 acima da previsão anterior.

Para 2027, a média dos preços esperada para o Brent é de US$ 75 e para o WTI de US$ 71, frente aos US$ 70 e US$ 66 projetados pelo Bank of America em junho. A alteração no cenário-base foi modesta, visto que ela pressupõe uma normalização gradual dos fluxos pelo Estreito de Ormuz e evita um conflito prolongado, com uma resolução da guerra antes do fim do ano, além de compreender as novas rotas de transporte utilizadas pelos produtores de petróleo do Golfo.

Ainda assim, o banco reconhece que os riscos são elevados e, caso os confrontos persistam até o final do ano, o Brent poderá ser negociado na faixa de US$ 95 a US$ 120 por barril, segundo o BofA.

Navios de carga no Golfo Pérsico, perto do Estreito de Ormuz REUTERS/Stringer/Foto de Arquivo

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