A Petrobras atingiu pela primeira vez R$ 800 bilhões em valor de mercado no encerramento do pregão da B3 nesta quarta-feira (14). O novo recorde dá sequência à valorização da companhia em 2026, período em que as ações preferenciais (PETR4) subiram cerca de 100%, enquanto as ordinárias (PETR3) registraram alta de aproximadamente 110%.
“Ao longo dos últimos meses, afirmei diversas vezes que quem apostasse contra a Petrobras iria perder dinheiro. E temos demonstrado isso, com responsabilidade e transparência, por meio de entregas consistentes e recordes sucessivos. A companhia está forte, eficiente e cada vez mais capaz de gerar valor”, afirmou Magda Chambriard, presidente da Petrobras.
Nesta quarta-feira, as ações preferenciais (PETR4) avançaram 2,22%, enquanto as ordinárias (PETR3) tiveram alta de 1,94%. Além do cenário internacional de preços do petróleo, o mercado reagiu a notícias da agenda corporativa da companhia, como os acordos de equalização de gastos e volumes referentes às jazidas compartilhadas de Berbigão e Sururu, na Bacia de Santos, assinados com as parceiras Shell, TotalEnergies e Petrogal. Com os acordos, a Petrobras receberá cerca de US$ 859 milhões líquidos, com pagamento previsto até novembro de 2026.
Ao longo de 2026, a Petrobras também registrou resultados financeiros e operacionais significativos. A produção própria de petróleo no Brasil chegou a 2,7 milhões de barris por dia no segundo trimestre, alta de 15% em relação ao mesmo período de 2025. A produção de combustíveis cresceu mais de 10% na mesma comparação, com utilização recorde do parque de refino, que alcançou fator de utilização total (FUT) superior a 100% no segundo trimestre.
A companhia também avançou na inserção de produtos em novos mercados, principalmente com a oferta de combustíveis sustentáveis, como o Diesel R5, produzido por coprocessamento e com 5% de conteúdo renovável, e o Bunker B24, combustível marítimo com 24% de biodiesel.
Outro destaque foi o avanço no mercado de fertilizantes nitrogenados, com foco no aumento da oferta doméstica de produtos como ureia e amônia. O movimento inclui a retomada operacional de fábricas de fertilizantes (Fafens) no Nordeste e da Araucária Nitrogenados (Ansa), no Paraná, além da retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III).
No primeiro semestre de 2026, o lucro líquido da Petrobras somou R$ 85,1 bilhões, sendo R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre e R$ 52,4 bilhões no segundo. O resultado representa um avanço de aproximadamente 37,6% em relação ao mesmo período de 2025.
O novo recorde ocorre poucos dias após a companhia superar, pela primeira vez, a marca de R$ 700 bilhões em valor de mercado, em 3 de outubro de 2026. Na ocasião, a valorização foi impulsionada pelo anúncio de uma nova descoberta de petróleo em águas ultraprofundas na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira.
O Liberal