A Polícia Federal investiga servidores municipais suspeitos de cadastrar pessoas já falecidas para viabilizar pagamentos indevidos de benefícios sociais no Maranhão As suspeitas de fraudes no CadÚnico levaram a Polícia Federal a investigar servidores públicos municipais por supostamente incluir pessoas já falecidas no cadastro para permitir o recebimento irregular de benefícios sociais.
A apuração envolve registros feitos em São Luís e São José de Ribamar, no Maranhão. Segundo a PF, as irregularidades teriam possibilitado pagamentos indevidos de programas como o Auxílio Brasil, o Bolsa Família e o Auxílio Gás.
A operação inclui mandados judiciais e busca identificar os envolvidos, além de calcular o prejuízo aos cofres públicos. De acordo com a Polícia Federal, a investigação identificou registros irregulares de moradores do Pará no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal).
Parte dessas pessoas já havia morrido quando os dados foram inseridos no sistema. A suspeita é de que servidores públicos municipais de São Luís e São José de Ribamar tenham realizado os cadastros indevidos.
Com a inclusão dos registros, teriam sido viabilizados pagamentos irregulares de benefícios sociais, provocando prejuízos aos cofres públicos. O CadÚnico reúne informações utilizadas pelo governo federal para identificar famílias de baixa renda e viabilizar o acesso a diferentes políticas sociais.
Por isso, dados incorretos ou inseridos de forma irregular podem comprometer a concessão adequada dos benefícios. A operação foi deflagrada para apurar as suspeitas de fraude na concessão de benefícios sociais.
Conforme a PF, as medidas judiciais autorizadas incluem cinco mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e três medidas cautelares de afastamento de funções públicas. Segundo a Polícia Federal, a apuração envolve pagamentos relacionados ao Auxílio Brasil, ao Bolsa Família e ao Auxílio Gás, entre outros programas destinados a pessoas inscritas no CadÚnico.
A investigação busca esclarecer como as inclusões irregulares teriam permitido o recebimento dos recursos e qual foi o impacto financeiro para os cofres públicos. Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um e os resultados da apuração, por crimes como estelionato majorado, inserção de dados falsos em sistema de informações e associação criminosa, entre outros.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos e calcular o valor total do prejuízo. Leandra da Luz é repórter do Núcleo Nacional do ND Mais, onde atua na cobertura jornalística de política, justiça e economia no Brasil.
Formada em jornalismo pela Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), iniciou sua trajetória na comunicação em 2023. Tem experiência em reportagem, apuração, entrevistas e produção de conteúdo digital, com atuação em diferentes formatos jornalísticos e acompanhamento de temas de interesse público.
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