Pesquisa da FGV revela que 78,1% dos trabalhadores estão satisfeitos ou muito satisfeitos com trabalho atual

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Fonte da notícia: Valor Valor

A maioria dos trabalhadores (78,1%) está satisfeito ou muito satisfeito com o trabalho atual. A constatação está na 15ª edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), que aborda o tema da satisfação com o trabalho. Os dados são do trimestre encerrado em agosto de 2026. Segundo o levantamento, o percentual voltou a subir nos últimos dois meses, depois de uma sequência de quatro quedas consecutivas. Por outro lado, o percentual de respondentes insatisfeitos ou muito insatisfeitos ficou relativamente estável, registrando 7,5% dos respondentes. Em seguida, os respondentes que se mostraram insatisfeitos, em qualquer grau, responderam sobre os motivos da insatisfação. O principal motivo citado continuou sendo a questão de remuneração, com 52,5% das respostas. Nesse quesito os respondentes poderiam citar mais de uma opção, por isso as opções somam mais de 100%. Os dois outros fatores citados com mais relevância foram: carga horária elevada (20,2%) e saúde mental (13,8%). “Esse resultado reforça a sinalização sobre o mercado de trabalho atual, que mesmo com alguma desaceleração, ainda se mantém resiliente. Considerando que a economia brasileira tem dado indícios de redução do ritmo de crescimento, é natural que os dados sobre mercado de trabalho também caminhem nessa direção, mas ainda se mantendo em patamar positivo em termos históricos”, afirmou Rodolpho Tobler, superintendente-adjunto do FGV Ibre. A partir de julho de 2025, o FGV IBRE passou a divulgar mensalmente indicadores sobre a qualidade do emprego no país. Os dados são divulgados mensalmente, com base em médias móveis trimestrais. As informações são obtidas pela Sondagem de Mercado de Trabalho (SMT), uma pesquisa mensal do FGV IBRE, feita com a população brasileira. Os novos indicadores buscam complementar as informações existentes sobre o tema com dados exclusivos, derivados, principalmente, da percepção do trabalhador brasileiro sobre as condições de trabalho no momento. Como a coleta de informações começou em 2025, ainda não é possível fazer comparações históricas e analisar o nível dos indicadores.

Pixabay

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