Pesquisa da CGTN: Da definição de regras à implementação de ações, governança global precisa de soluções mais pragmáticas

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

Com o tema “Reconstruindo a Confiança e a Cooperação: Reformando e Aprimorando a Governança Global em um Mundo em Transformação”, o Fórum de Governança Global de 2026 (Xiong’an) reuniu representantes de diversos setores para trocar opiniões relacionadas à reforma e aprimoramento da governança global.

O evento transmite uma mensagem clara: apesar das diferenças, é preciso encontrar pontos em comum e soluções práticas para problemas compartilhados. Esse é um passo importante rumo a uma governança global mais pragmática.

Para reformar e aprimorar a governança global, a primeira questão é: quem define as regras e como elas podem obter um amplo reconhecimento? Em setembro de 2025, a China propôs a Iniciativa de Governança Global, enfatizando a igualdade soberana, a primazia do direito internacional, o multilateralismo, uma abordagem centrada nas pessoas e uma cooperação orientada para a ação.

Uma pesquisa da CGTN mostra que esses conceitos fundamentais são amplamente reconhecidos por entrevistados ao redor do mundo – mais de 60% acreditam que a iniciativa aponta o caminho para os países participarem da governança global. Isso mostra que a comunidade internacional espera construir o mais amplo consenso possível, respeitando as diferenças, de modo que o sistema de governança global possa conquistar um apoio abrangente e ser implementado de forma eficaz.

O valor da governança global reside na capacidade de resolver problemas do mundo real. Para muitos países, o desenvolvimento continua sendo a tarefa mais urgente.

Se as discussões sobre governança global se limitarem apenas à proclamação de princípios, sem ajudar as nações a enfrentar dificuldades práticas – como a pobreza, segurança alimentar, infraestrutura inadequada e abismo tecnológico –, será difícil sustentar a cooperação. A pesquisa da CGTN mostra que, de modo geral, os participantes reconhecem o papel da China em apoiar o desenvolvimento dos países do Sul Global, com uma aprovação particularmente elevada em áreas como a construção de infraestrutura e o compartilhamento de experiências de desenvolvimento.

Isso reflete o fato de que a comunidade internacional se preocupa não apenas com o funcionamento da governança global, mas também com a possibilidade de que ela gere oportunidades de desenvolvimento e traga benefícios para pessoas comuns. Apoiar os países em desenvolvimento no fortalecimento de sua capacidade de desenvolvimento autônomo é, ao mesmo tempo, uma forma importante de promover o progresso comum e um componente indispensável para o aprimoramento da governança global.

Nota do editor: Mao Ruipeng é diretor do Instituto de Estudos de Governança Global, dos Institutos de Estudos Internacionais de Shanghai. O artigo reflete as opiniões do autor e não necessariamente as da CGTN.

Fonte: CGTN —

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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