Performance e abstração marcaram o primeiro dia do Iron Maiden em São Paulo

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Fonte da notícia: Whiplash Whiplash

Por Bianca MatzPostado em 31 de outubro de 2026 Com riffs pesados e complexos, antes do show principal, o Nubank Parque contou com a presença do Alter Bridge, no domingo (25), em que as temperaturas eram baixas, acompanhado de uma noite levemente chuvosa.

Em contrapartida, apesar do som virtuosismo que os destaca, a banda composta por ex-integrantes do Creed, não possui muita presença de palco. O timbre marcante do Myles Kennedy reverbera no espaço e, entre as canções, como "Silent Divide", "Cry of Achilles" e "Fortress", pede interação do público, que bate palma na tentativa de seguir as músicas presentes no setlist.

Com exceção dos fãs próximos à grade, o ambiente estava tranquilo para transitar e era passado a impressão que não estavam tão animados ou guardando energia para a próxima apresentação. Um dos pontos que mais agradam enquanto o Alter Bridge se apresenta é o contraste de intensidade, em que a transição de momentos pesados aos melancólicos é notável.

Enquanto "Metalingus" e "Blackbird" integram ao repertório, Mark Tremonti traz harmonias vocais junto ao vocalista. Antes de começar, um fator interessante foi que, principalmente, na Pista Premium, haviam muitas famílias com filhos de todas as idades e eram crianças que, mais tarde, estavam pulando, empolgadas e cantando as músicas da banda.

Agrada aos olhos ver que o Iron Maiden é atemporal e consegue passar pelas gerações. Outro ponto foi a recomendação para que não fotografassem ou registrassem vídeos durante a apresentação, mas é claro, que foi impossível de controlarem isso.

Adianto que do início ao fim, a banda trouxe inúmeros clássicos, com todos os fãs cantando e vibrando junto com o vocalista Bruce Dickinson. No início, "Murders in the Rue Morgue" e "The Killers" demonstraram o que seria do show dali para frente: Animações personalizadas para cada música nos telões, performance e efeitos visuais no palco.

Iron Maiden impressiona qualquer pessoa presente, inclusive, é a banda perfeita para converter alguém à fã em tempo recorde. E quando falamos de performance, precisamos ressaltar todas as trocas de figurino do Bruce Dickinson, o teatral em cada letra, e claro, os malabarismos que o vocalista realiza com o pedestal do microfone.

Em "Phantom of the Opera" e "Number of the Beast" todos cantavam com a mesma energia e em uníssono, juntos com o vocalista que em nenhum momento apresenta desanimação. Próximo da metade do setlist, a feição dos fãs era uma mistura de tensão e felicidade, devido à apuração dos votos que estava acontecendo naquele momento para presidência do Brasil.

Inclusive, em meios aos intervalos das canções, algumas pessoas puxavam cantos e realizavam gestos em prol do Luís Inácio Lula da Silva (PT). O elemento que não podia faltar era a presença de Eddie no palco.

Toda a sua vestimenta é impecável, assim como os efeitos luminosos em seus olhos, que realçam e chamam a atenção. Eddie interage com todos os integrantes e o público

A partir de "2 Minutes to Midnight", o espetáculo tomou outras proporções, utilizando de feixes de luz, efeitos de luzes e uma paleta vibrante em todos os cantos do palco. E toda essa euforia acaba se acalmando com "Rime of the Ancient Mariner", inspirado em um clássico da literatura, destacando drama, calmaria e momentos que remetiam à cadência de ler aos versos.

Faíscas e jogos de luzes tomam conta do palco quando "Run to the Hills" inicia, assim como muitas pessoas se abraçam e pulam no mesmo lugar, enquanto cantam com todos os pulmões. "The Trooper" não ficou para trás e contou com o clássico momento em que Bruce Dickinson, normalmente, marcha com a bandeira do Reino Unido, porém, dessa vez, ele vai de um canto ao outro com a bandeira do Brasil, ainda com as vestes britânicas.

Antes da apresentação partir para as faixas bônus, fomos agraciados com a canção "Iron Maiden", que faz referência ao nome da banda. Se estivesse acabado por ali, estaria perfeito, pois já havíamos vistos tudo que o Iron Maiden faz com especialidade e entrega com muito capricho em cada vez que se apresenta no Brasil.

No entanto, contamos com "Aces High", com o palco sendo incendiado mais uma vez, seguindo os vocais vibrantes e afinados de Dickinson. Diria que é uma forma incrível para o show realmente ser concluído com a energia lá em cima.

"Fear of the Dark" não podia faltar e compôs o final do setlist, com um dos solos icônicos. Iron Maiden é uma banda que todos devem assistir uma vez na vida, pelo menos, pois é um acontecimento épico e de musicalidade complexa que vale a pena e realmente cumpre com tudo que promete, jamais decepciona.

Publicação Original Whiplash whiplash.net
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