Iron Maiden - um festival de clássicos embalando o público

Iron Maiden - um festival de clássicos embalando o público - Foto
Fonte da notícia: Whiplash Whiplash

Por Diego CamaraPostado em 31 de outubro de 2026 Um grande espetáculo: é sempre assim que podemos resumir quando o Iron Maiden sobe ao palco dos grandes estádios brasileiros.

Em um show lotado no domingo e outro show quase esgotado na terça-feira, os fãs tiveram a oportunidade de ver os grandes sucessos da banda em um setlist cheio de novidades, músicas longas e grandes solos de guitarra. Confira abaixo os principais destaques do show, com as imagens de Fernando Yokota.

O Alter Bridge foi a banda responsável pela abertura e o esquenta dos shows do Iron Maiden desta vez no Brasil. Em 50 minutos, a banda de Myles Kennedy e companhia apresentou um show sólido e com uma grande qualidade de som, mas que falhou em captar a atenção da maioria do público, que se manteve alheio à apresentação do grupo estadunidense.

A apresentação foi marcada por um volume de som baixo para um local tão grande quando o Nubank Parque, e o fato de que a performance da banda está longe do estilo eletrizante do Maiden deve ter dificultado a conexão com parte do público. A performance, porém, foi muito firme e os fãs mais à frente do palco bateram muita cabeça e interagiram bastante com a banda.

O Iron Maiden foi começar o seu show com quase 10 minutos adiantados do horário marcado, o tempo para rodar toda a introdução da banda, a partir da música "Doctor Doctor" e o vídeo de introdução da banda, que deixam o público já no 220v para a apresentação principal. Quando as luzes apagam e começa "Murders in the Rue Morgue", o fogo tomou conta do público que cantou muito durante toda a música desta raridade do "Killers" que não via um show do Iron há 20 anos.

O "Killers" brilhou na primeira parte do show, seguindo por "Wrathchild" e a música título, muito curtidas também pelo público, que puxaram o refrão junto com Bruce e ficaram em polvorosa com a entrada do Eddie no palco. O som continuou um pouco baixo, mas de modo algum isso afetou os fãs que não perderam um instante da apresentação, vidrados a cada movimento de Dickinson que, como um garoto, corria de um lado para o outro do palco.

Bruce gastou um minuto para agradecer o público que está junto da banda durante todos estes anos, garantindo uma noite de muita diversão para os fãs e apresentando a próxima música do show: "Phantom of the Opera", um clássico do "Iron Maiden", música longa e com um som bastante cru que caracteriza o estilo inicial da banda, ganhando novas nuances na voz de Dickinson, que comandou o público como ninguém aqui, seja nas palmas, no bate cabeça ou nos pulos, fazendo o chão tremer.

Logo depois veio "Number of the Beast", um dos grandes sucessos da banda, e o que faltava para incendiar o estádio acabou ali mesmo: o público cantou muito essa, o tempo inteiro, puxados pela performance incrível da banda no palco, que mostrou grande energia. Logo em seguida veio "Infinite Dreams", a grande novidade desta tour.

Bruce chamou o público para sonhar junto com ele, e o solo de guitarra aqui, longo e emocionante, encheu a arena. A sequência do álbum "Powerslave" veio em seguida, começando com Bruce Dickinson e sua máscara indígena abrindo a música título, onde os telões transformaram o palco no antigo Egito.

"2 Minutes to Midnight" foi aqui o ponto alto, com o público ficando super louco e cantando muito, além do lindissimo solo de guitarra que coroou a música. A extremamente longa "Rime of the Ancient Mariner" fechou o pequeno set e era possível quase sentir a brisa do mar com toda a fumaça e o estilo marítimo do palco, outra ótima performance especialmente nos momentos mais lentos e emotivos da música.

O show foi indo para o seu fim, e os grandes sucessos da banda vieram para ficar. Primeiro veio "Run to the Hills", música para o público cantar, seguida pouco depois por "The Trooper", outra música das mais esperadas.

Aqui, Bruce vestido já na sua roupa de "red coat", empunhou a bandeira britânica e depois foi pegar a bandeira do Brasil, para delírio do público que gritou muito. Fechando o show, a banda voltaria ao palco para um trio de peso: "Aces High" é uma das músicas mais emocionantes ao vivo do Maiden e desta vez não foi nem um pouco diferente: a vontade do público fez valer e os fãs cantaram tanto que o som do palco quase que desapareceu ante tanta vontade dos fãs.

"Wasted Years" é outra música para o público cantar, e com muita emoção todos usaram ela para se despedir da banda. No geral, o show do Iron Maiden foi muito bom, em especial a performance dos integrantes.

Simon Dawson teve uma performance excelente. Muito mais reservado do que Nicko McBrain, ele retoma um estilo de bateria que vai para as origens do Iron Maiden, dos seus primeiros álbuns, trazendo uma nova perspectiva.

Bruce estava ótimo também, muito melhor do que nas performances de 2024, onde pareceu faltar fôlego no final do show da turnê "Future Past". O som ficou bastante aquém do show anterior, porém, o volume baixo não ajuda nas músicas que o público canta com mais vontade, e a qualidade do palco ficou também abaixo: a banda apostou em telões para ajustar o palco ao estilo de cada música, mas ficou devendo quando comparamos as performances de néon do "Somewhere in Time" ou do palco mais analógico do "Senjutsu".

Setlist:Intro: Doctor Doctor (música do UFO) / The Ides of MarchMurders in the Rue MorgueWrathchildKillersPhantom of the OperaThe Number of the BeastInfinite DreamsPowerslave2 Minutes to MidnightRime of the Ancient MarinerRun to the HillsSeventh Son of a Seventh SonThe TrooperHallowed Be Thy NameIron MaidenBis:Intro: Churchill's SpeechAces HighFear of the DarkWasted YearsOutro: Always Look on the Bright Side of Life (música de Monty Python)

Publicação Original Whiplash whiplash.net
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →