Uma pequena cidade do interior de Goiás, com cerca de 3 mil moradores, alcançou um resultado econômico que supera o de grandes municípios do estado. O PIB per capita de Perolândia chegou a R$ 266,8 mil, impulsionado principalmente pelo agronegócio e pela indústria.
Localizada no Sudoeste goiano, Perolândia registrou um Produto Interno Bruto de aproximadamente R$ 791 milhões em 2023. O valor é pequeno quando comparado ao de Goiânia, mas chama atenção pelo número reduzido de habitantes.
Segundo reportagem publicada pelo Portal 6, Goiânia movimentou R$ 75,8 bilhões no mesmo período, enquanto Rio Verde alcançou R$ 22,3 bilhões e Anápolis chegou a R$ 20,4 bilhões. Mesmo assim, quando o valor é dividido pela população, Perolândia aparece na frente.
Rio Verde registrou R$ 98,8 mil por habitante, Goiânia ficou com R$ 52,7 mil e Anápolis alcançou R$ 51,2 mil. Ou seja, o indicador de Perolândia é mais de cinco vezes o da capital.
A força econômica do município vem principalmente das grandes propriedades rurais e da agroindústria. Em 2024, Perolândia colheu aproximadamente 193 mil toneladas de soja, 239 mil toneladas de milho e 910 mil toneladas de cana-de-açúcar.
O último detalhamento setorial disponível, referente a 2021, mostra que a agropecuária representava 46,9% do valor adicionado municipal. A indústria respondia por outros 33,8%.
Parte dessa atividade está ligada à Unidade Água Emendada, complexo sucroenergético com capacidade para processar até 3,4 milhões de toneladas de cana por safra. A unidade também tem capacidade para produzir cerca de 323 milhões de litros de etanol e gerar energia elétrica utilizando biomassa.
Apesar dos números expressivos, o PIB per capita não representa o salário dos moradores. Dados baseados na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) apontam aproximadamente 1,9 mil vínculos formais no município, com remuneração média próxima de R$ 4,1 mil.
A diferença existe porque o PIB considera a produção econômica realizada dentro da cidade, e não quanto cada trabalhador recebe. Os indicadores sociais apresentam resultados diferentes dos econômicos.
Em 2022, Perolândia tinha 96,53% das crianças de 6 a 14 anos escolarizadas, segundo o IBGE. No saneamento, dados do Censo mostram que apenas 16% da população utilizava rede geral, rede pluvial ou fossa conectada à rede para afastamento do esgoto.
Outros 38,4% dependiam de fossas rudimentares ou buracos. Já o atendimento público de água alcançava 68,1% da população em levantamento posterior.
Os números mostram que a produção econômica elevada convive com limitações nos serviços básicos, enquanto o PIB per capita mede apenas a produção dividida pelo número de habitantes. Matéria elaborada com base em dados e informações de Portal 6.
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